O Irão ameaçou este domingo fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, exigiu este domingo a abertura do Estreito de Ormuz e a preservação dos recursos energéticos do Médio Oriente, alertando que a guerra entre Irão, Estados Unidos e Israel pode provocar uma crise energética global.
Pedro Sánchez, presidente do Governo de EspanhaAP
Numa mensagem publicada na rede social X, o chefe de Governo espanhol afirmou que se chegou a um "ponto de inflexão global" e advertiu que "uma escalada maior poderá desencadear uma crise energética de longo prazo para toda a humanidade".
Por esse motivo, exigiu a "abertura do Estreito de Ormuz e a preservação de todos os recursos energéticos" na região, sublinhando que "o mundo não deveria pagar pelas consequências desta guerra".
Na sexta-feira, o Governo espanhol anunciou também um conjunto de medidas para mitigar o impacto económico do conflito, num montante de 5.000 milhões de euros.
O Conselho Europeu deu na quinta-feira luz verde para que alguns Estados-membros da União Europeia contribuam nos esforços de desbloqueio do Estreito de Ormuz e na garantia da liberdade de navegação, assim que "existam as condições".
As instituições europeias apelaram ainda ao arrefecimento do conflito e ao "pleno respeito pelo Direito Internacional por todas as partes", sem referência direta aos Estados Unidos ou a Israel.
O Irão ameaçou este domingo fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques às infraestruturas energéticas têm causado um aumento acentuado dos preços da energia.
A guerra que os Estados Unidos e Israel travam contra o Irão desde 28 de fevereiro, data em que foi assassinado o líder supremo do país, Ali Khamenei, entra agora na quarta semana sem que Trump tenha esclarecido por quanto tempo prevê que o conflito se prolongue.
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