PCP condena veementemente decisão de Trump

Lusa 06 de dezembro de 2017
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O partido condenou o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel anunciado pelo presidente dos Estados Unidos.

O PCP condenou hoje veementemente o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos.

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Trump MANDEL NGAN/AFP/Getty Images
Em comunicado, o PCP considera que a decisão de Donald Trump "representa um apoio explícito por parte dos EUA à política sionista de Israel e uma agressão frontal ao martirizado povo palestiniano e provocação aos povos árabes, com perigosas e imprevisíveis consequências".

Para o partido, a decisão, associada à mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém, é tão mais grave quando é tomada num momento em que se tornam cada vez mais claros os planos para uma nova escalada militar na região, que encerra o perigo duma enorme confrontação, com consequências para além do Médio Oriente.

"O PCP considera que o Governo português deve (...) condenar de forma inequívoca a decisão agora tomada pela Administração norte-americana", lê-se no comunicado.

O anúncio feito por Trump representa uma rotura com décadas de neutralidade da diplomacia norte-americana na questão israelo-palestiniana.

No seu discurso, o Presidente dos EUA disse que continua a defender uma solução de "dois Estados" naquela região - Palestina e Israel - e disse que "tudo fará para promover uma solução pacífica".

Os Estados Unidos transformam-se assim no único país do mundo a reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Para o partido comunista, a decisão da Administração norte-americana constitui um novo e sério obstáculo à necessária solução negociada da questão palestiniana e coloca em evidência o papel hipócrita dos EUA relativamente à justa resolução do conflito.

"O PCP considera que deverão ser encetadas ao nível da ONU medidas que condenem e demovam a Administração norte-americana de uma decisão que constitui uma provocação e um passo muito grave na escalada de tensão e conflito no Médio Oriente", acrescenta a nota, reiterando a sua "solidariedade de sempre com o povo palestiniano e à sua legítima e heróica luta de sete décadas pelo direito à constituição dum Estado soberano e viável".
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