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Orçamento do Estado: as medidas para lá da propaganda

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 15 de outubro de 2022 às 18:00

O Orçamento da austeridade escondida com o rabo de fora – em pensões, salários, impostos – resulta da opção de Costa e de Medina pela prudência em tempo de risco.

A meio da conferência de imprensa de apresentação do Orçamento do Estado (OE) para 2023, o ministro Fernando Medina mostrou um slide com um caso que entendeu ser exemplificativo do alívio gerado pelas medidas do Governo nos orçamentos familiares: um casal com dois filhos pequenos, ele funcionário público a ganhar 1.150 euros por mês, ela no privado a receber 1.400 euros. O título do slide, “casal com dois filhos receberá cerca de 3.200 euros”, misturava dinheiro efetivamente a receber com reduções em encargos e assentava em pressupostos soalheiros: a mulher trabalhava numa empresa que a aumentaria em 5,1% no próximo ano e a família pouparia 600 euros anuais ao mudar para a tarifa regulada de gás e eletricidade (as simulações em portais como o da Deco sugerem valores muito mais baixos), por exemplo. Antes e depois de mostrar o slide, o ministro das Finanças usou bastante tempo para explicar outra coisa: a prioridade dada à redução da dívida e do défice no atual contexto.

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