O que se sabe sobre o avião com 500 kg de cocaína onde viajou João Loureiro

O que se sabe sobre o avião com 500 kg de cocaína onde viajou João Loureiro
Leonor Riso 19 de fevereiro
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Jato privado pertence a uma empresa portuguesa. É a terceira aeronave privada da rota Brasil-Portugal em que é encontrada droga, nos últimos meses.

João Loureiro, antigo presidente do Boavista, era um dos dois passageiros a bordo de um voo de Portugal para o Brasil de um jato privado, onde foram encontrados 500 quilos de cocaína apreendida pela Polícia Federal brasileira no aeroporto de Salvador a 9 de fevereiro. De acordo com a imprensa brasileira, a droga foi encontrada depois de a aeronave ter tentado voltar para Portugal a partir do Aeroporto Internacional de Salvador, e ter acusado problemas mecânicos.

O avião chegou ao Brasil a 28 de janeiro, vindo de um hangar de pintura em Portugal. Parou em Salvador, e daí, foi para Jundiaí, no interior de São Paulo. Daqui, saiu no dia 7. Dois dias depois, os mecânicos encontraram parte da droga em Salvador, enquanto arranjavam a aeronave, um Dassault Falcon 900B. Chamaram a Polícia Federal e os cães farejadores descobriram a meia tonelada de cocaína.

O voo de regresso a Portugal estava marcado para 1 de fevereiro mas foi sendo adiado. A última data era 9 de fevereiro mas nenhum passageiro compareceu no aeroporto, indica a SIC. 

O avião tem a matrícula CS-DTP e pertence à empresa Omni Aviação, revela o site Aeroin. Esta empresa criou a Whitejets no Brasil e também é dona da White Airways, uma companhia aérea que presta serviços à TAP Express.

Segundo a SIC, o avião partiu de Tires no dia 27 de janeiro e foi para São Paulo depois de ter feito escalas em Cabo Verde e Salvador, de onde seguiu para São Paulo, o destino final. Além de João Loureiro, um cidadão espanhol era passageiro do avião e estaria a ser observado pela Polícia Judiciária por suspeitas de tráfico de droga.

Ao canal televisivo, João Loureiro disse ter ido ao Brasil devido a uma proposta de emprego de uma empresa, para consultoria. A viagem foi paga pela empresa. Está a aguardar para ser ouvido pelas autoridades.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou que não foi dada autorização à aeronave para aterrar em Portugal. De acordo com o jornal Tribuna de Jundiaí, este seria o terceiro caso de jato apreendido na rota Brasil – Portugal apenas nos últimos meses. O site Aeroin detalha que a 1 de outubro de 2020, um jato aterrou no aeroporto Humberto Delgado com 170 quilos de cocaína. Cinco pessoas foram detidas. Outro caso ocorreu em dezembro de 2020, com outro jato.

Os responsáveis pelo transporte da droga podem vir a responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, cujas penas podem chegar a 25 anos de prisão.
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