O líder do PSD da Madeira foi reeleito como presidente do governo regional da Madeira, cargo que ocupa há 10 anos.
Miguel Albuquerque reagiu aos resultados eleitorais depois do líder do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, e do líder do PS, Pedro Nuno Santos, e do líder do PSD, Luís Montenegro. Começou por agradecer aos eleitores pela elevada participação naquela que foi a terceira eleição num ano e meio.
GREGÓRIO CUNHA/LUSA
"O nosso povo quer estabilidade para quatro anos. Não quer brincadeiras de partidos", começou por apontar Albuquerque, enumerando os resultados históricos. "Ficámos apenas a 300 votos da maioria absoluta."
"Esta votação é também uma clara derrota da coligação de esquerda e da agenda de maledicência que imperou durante toda a campanha", sublinhou o líder do PSD/Madeira. Prometeu continuar o trabalho em prol da região.
Miguel Albuquerque indicou não ter ainda falado com nenhum partido - pode conseguir o deputado que lhe falta com o CDS-PP ou a IL. "Temos tempo. Vamos ter calma para fazer esse diálogo. Temos de construir uma solução em consonância com aquilo que os madeirenses querem."
"Hoje vamos festejar, amanhã logo conversamos", resumiu.
Albuquerque foi ainda questionado se chegar a ser acusado judicialmente se põe o lugar à disposição, mas apenas lembrou que ser arguido é um estatuto que lhe confere proteção enquanto é investigado.
Depois de falar aos jornalistas, Miguel Albuquerque e algumas dezenas de militantes desceram da sede do partido a pé até à Praça do Município, para festejar brevemente a vitória desta noite, com o líder do PSD/Madeira a agradecer novamente o apoio demonstrado.
O PSD venceu as eleições legislativas regionais antecipadas da Madeira, falhando por um deputado a maioria absoluta, de acordo com os dados oficiais provisórios, com todas as freguesias apuradas.
Segundo informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, os sociais-democratas obtiveram 43,43% dos votos e 23 lugares (mais quatro) na Assembleia Legislativa Regional, constituída por um total de 47 deputados.
O CDS-PP, que já governou com o PSD e que nesta legislatura tinha um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas, tem um deputado (perdeu um), com 3,00% dos votos.
A maioria absoluta requer 24 assentos. Em 2019 e 2023 os sociais-democratas precisaram fazer acordos parlamentares (primeiro com o CDS-PP e depois com o PAN) para atingir este número.
Após as eleições de 2024, também antecipadas, o PSD (19 deputados) formou um executivo minoritário, já que o acordo firmado com o CDS-PP (dois eleitos) foi insuficiente para a maioria absoluta. O PS e o JPP, que totalizaram 20 deputados, chegaram então a propor uma solução de governo.
O JPP, que passou hoje para segunda força política na Madeira, elegeu 11 deputados, mais dois, com 21,05% dos votos, enquanto o PS obteve oito deputados (menos três), com 15,64%.
O Chega, que no ano passado elegeu quatro deputados, mas viu uma eleita desvincular-se do partido, obteve três mandatos, com 5,47%.
A IL conseguiu manter um deputado, com 2,17%.
Em relação à atual composição, a assembleia passou de sete para seis forças políticas, uma vez que o PAN não conseguiu reeleger a sua deputada única, com 1,62%.
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