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Ministro das Finanças lembrou que corre um processo de averiguações na Inspeção Geral das Finanças sobre o processo de atribuição da indemnização a Alexandra Reis e que isso pode ter impacto na adminitração da TAP.
Fernando Medina reagiu esta sexta-feira pela primeira vez ao caso da indemnização paga pela TAP à ex-secretária de Estado do Tesouro Alexandra Reis e a consequente demissão de Pedro Nuno Santos, do ministério das Infraestruturas e Habitação. "Não ocupava nenhuma posição governativa quando essa decisão foi tomada. Não fui responsável pela saída de Pedro Nuno Santos. Não atribui indemnização", reagiu aos jornalistas.
JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
Sobre a saída do ministro Pedro Nuno Santos deixou uma palavra de "reconhecimento".
O ministro das Finanças defendeu ainda a "competência" de Alexandra Reis, cuja "vasta experiência profissional, também no setor privado", justificou o seu convite para o cargo de secretária de Estado do Tesouro. "Quando achei que estava em causa a credibilidade política do Ministério das Finanças pedi à senhora secretária de Estado que apresentasse a sua demissão, o que ela fez prontamente", acrescenta o governante aos jornalistas.
Fernando Medina voltou a sublinhar desconhecer a indemnização paga pela TAP a Alexandra Reis, para que esta deixasse o cargo de administradora, qaundo questionado se não deveria saber uma vez que a ex-gestora ia tutelar a TAP, nas Finanças. "Confio no profissionalismo das pessoas. Elas não precisam de se dar bem, precisam de trabalhar bem."
Sobre a confiança na administração da TAP, Medina remeteu para a auditoria que está a decorrer na Inspeção-Geral de Finanças (IGF), a pedido do seu ministério.
Já sobre a demissão de Pedro Nuno Santos, de ministro das Infraestruturas e Habitação, Fernando Medina descarta qualquer responsabilidade nessa tomada de decisão. Lembrando que o problema neste caso era o pagamento da indemnização - da qual foi informado o secretário de Estado das Infraestruturas (que também se demitiu) - e não o convite de Alexandra Reis para secretária de Estado do Tesouro.
Fernando Medina voltou a lembrar que não era ele o governante das Finanças quando a indemnização foi decidida a favor de Alexandra Reis. Porém, acrescenta que a equipa do seu antecessor deveria ter sido informado sobre um pagamento deste montante - 500 mil euros. Normas que aliás estão em vigor, explica o ministro, que não descarta vir a demitir-se se for provado que existiu alguma infração pela IGF.
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