Os crimes em causa estão relacionados com um alegado esquema, entre 2015 e 2018.
Todos os arguidos do processo 'Saco Azul', incluindo o ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, foram hoje absolvidos, com o tribunal a apontar dúvidas sobre a acusação.
Luís Filipe VieiraMariline Alves/Correio da Manhã
"Somente com uma perícia técnica forense é que conseguimos saber quem fez o quê, quem entrou no sistema e que problemas informáticos foram criados. E agora era impossível, nesta fase de julgamento, fazer isso, volvidos 10 anos", disse o juiz do tribunal de Lisboa.
Os crimes em causa estão relacionados com um alegado esquema, entre 2015 e 2018, dos arguidos para, com recurso a contratos fictícios de consultadoria informática, retirarem do Benfica mais de 1,8 milhões de euros, que depois terão, em grande parte, regressado ao clube em numerário.
"Somente com uma perícia técnica forense é que conseguimos saber quem fez o quê, quem entrou no sistema e que problemas informáticos foram criados. E agora era impossível, nesta fase de julgamento, fazer isso, volvidos 10 anos", disse o juiz responsável pelo processo durante a leitura do acórdão, no tribunal de Lisboa.
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Para o tribunal ficam dúvidas sobre o que foi feito pelo empresário José Bernardes na empresa Questãoflexível, de que era proprietário, uma vez que o Ministério Público indicou na acusação a existência de contratos alegadamente simulados e celebrados entre a empresa Questãoflexível e a Benfica Estádio e pagos por esta e pela Benfica SAD.
"A questão tem que ver, apenas e só, com o chapéu que foi usado pelo arguido José Bernardes para fazer esses trabalhos para o Benfica. Essa é que é a grande dúvida", explicou o juiz, acrescentando que "há argumentos para sustentar que José Bernardes poderá ter trabalhado na [empresa] Questãoflexível para fazer trabalhos para o Benfica, mas também há argumentos contra".
Além de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica entre 31 de outubro de 2003 e 15 de julho de 2021, foram também absolvidos os restantes arguidos: o ex-diretor executivo (CEO) do Benfica Domingos Soares de Oliveira, o ex-diretor financeiro do clube Miguel Moreira, o proprietário da Questãoflexível, José Bernardes, outros dois suspeitos de terem ajudado este no esquema, José Raposo e Paulo Silva e ainda a Benfica SAD e a Benfica Estádio.
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