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Os pais estão na praia, mas as crianças ficam na escola

É uma situação recorrente sobretudo no ensino pré-escolar, em classes médias-altas e com famílias numerosas, relatam vários educadores à SÁBADO. Para que os miúdos tenham férias, há colégios que se veem obrigados a fechar ou a pôr isso no regulamento.

Ano após ano a situação repetia-se e sempre com as mesmas crianças. Não acontecia só com uma ou outra: 20 a 30% da escola não tinha férias. “Passava-se sobretudo com os mais pequenos, porque os mais velhos não dão tanto trabalho”, diz Marta Botelho, diretora do colégio Piloto Diese, em Lisboa. A instituição está sempre aberta, mas há 13 anos fez uma mudança no regulamento interno para impedir que os alunos permanecessem lá o ano inteiro. “Sentíamos que os miúdos não paravam, não descansavam”, diz. A norma introduzida impõe que gozem 22 dias de férias, que podem ser repartidas - mas é preciso haver um período de 10 dias seguidos. “Ainda tivemos problemas com a Segurança Social, que alegou que a obrigatoriedade não constava da lei, mas usámos o artigo 31 da Convenção dos Direitos das Crianças [que reconhece o seu direito ao repouso e aos tempos livres]”, conta.

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