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Escutas ligam Luís Filipe Vieira ao negócio do prédio da FPF

Carlos Rodrigues Lima
Carlos Rodrigues Lima 21 de abril de 2026 às 23:00

Um dos empresários que comprou o imóvel é descrito na operação Cartão Vermelho como “testa de ferro” do antigo presidente do Benfica e sem “capacidade financeira”. As conversas mostram que Vieira acompanhou o assunto ao pormenor, mas as suspeitas nunca foram comunicadas ao processo que investiga venda do imóvel.

À medida que as conversas entre Luís Filipe Vieira e o empresário Carlos Marques foram caindo na rede da investigação do processo Cartão Vermelho, o inspetor tributário Paulo Silva não teve dúvidas de escrever, num dos vários relatórios produzidos entre 2018 e 2021, que “atento os manifestos fiscais”, o interlocutor do ex-presidente do Benfica seria um seu “testa de ferro”, já que não tinha “capacidade financeira” para suportar a gestão dos ativos de duas sociedades que lhe foram transmitidas pelo próprio Vieira: a Houselink e a Stone Value. E – continuou o investigador do processo que levou à detenção de Luís Filipe Vieira, em julho de 2021 – tanto era daquela forma que Carlos Marques, “ao encontrar um investidor” para os tais ativos, entre os quais a Herdade Colar das Perdizes, reportava a “Luís Filipe Vieira para uma tomada de decisão”.

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