Jorge Sampaio: O primeiro casamento, o namoro comunista e Maria Ritta

Jorge Sampaio: O primeiro casamento, o namoro comunista e Maria Ritta
Diogo Barreto 10 de setembro

Na faculdade era conhecido como social-democrata. Vasco Pulido Valente, que se viria a tornar um crítico, recorda o carisma do então amigo. O primeiro casamento que durou quatro anos e as núpcias com Maria José Ritta dias antes do 25 de Abril.

Em 1962, quando Jorge acaba o curso de Direito e se lança na carreira de advogado, os Sampaio abandonam os ares de Sintra e vão morar para Lisboa, mais precisamente para o bairro de Campolide. Aí compram três casas: uma onde moram os pais - Armando e Fernanda -, outra onde alojam os filhos - Jorge e Daniel - e um terceiro lote que colocam a arrendar. 

É por volta desta altura que Jorge começa a colaborar com a revista O Tempo e o Modo onde conhece Vasco Pulido Valente, com quem se irá cruzar em várias situações no futuro, fazendo os dois parte da oposição ao regime. A José Pedro Castanheiro, Vasco Pulido Valente disse: "O Jorge era uma pessoa mais que extraordinariamente simpática. Tinha um carisma que o distinguia dos outros. Aparecia na redação, onde eu passava grande parte do tempo. Era uma pessoa tolerante, protetora, disposta a ouvir, franca, responsável, extremamente atrativa. E tinha todo o prestígio de quem fora secretário-geral da RIA". Mais tarde tornar-se-ão visita de casa e companheiros de futeboladas, tendo assistido juntos ao memorável jogo em que a seleção nacional venceu a Coreia do Sul por 5-3.

Em 2017, aquando da publicação do segundo volume da sua biografia, Pulido Valente escreveu no Observador: "Jorge Sampaio – Conheço este antigo Presidente por dentro e por fora desde os vinte anos. Mas nunca o julguei capaz de descer tão baixo", referindo-se a Sampaio como uma "medíocre criatura, que tem todos os privilégios da praxe (uma grande pensão, gabinete de quatro ou cinco pessoas, escritório, automóvel e motorista)". Vasco Pulido Valente criticava o facto da biografia ter sido financiada por várias entidades privadas, entre as quais o BPI, Fundação Oriente, Fundação Luso-Americana, Grupo Visabeira ou ainda Mota-Engil.

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