Inaugurado o obelisco que custou €600 mil aos munícipes de Oeiras

Inaugurado o obelisco que custou €600 mil aos munícipes de Oeiras
Marco Alves 27 de abril

A obra faraónica de Isaltino de Morais é "um símbolo de liberdade e da democratização da cultura." Oeiras gastou mais de um milhão de euros com escultor Júlio Quaresma em apenas dois anos.

O Parque dos Poetas tem desde esta semana mais uma escultura milionária: €596.550 (já com IVA) por um obelisco de quase 18 metros com um raio laser verde no topo. Chama-se Obelisco do Tempo. Diz a câmara que a peça, da autoria de Júlio Quaresma, "é uma estrutura de secção quadrangular rematada por um topo piramidal, cuja génese remonta à época do antigo Egito e servia a função de 'furar as nuvens, atuando como polo de atração da energia celeste, fazendo a ligação desta à Terra'".

Tudo parece ter um simbolismo nesta obra faraónica. Sigamos o que diz a câmara: "
O obelisco, que pretende homenagear os poetas, os escultores e os mecenas do Parque, representa também um tributo aos heróis comuns e, portanto, à vitória do soldado desconhecido, celebrando a eternidade e a glória. Esta obra artística é também um símbolo de liberdade e da democratização da cultura, no sentido em que todo o parque é um instrumento de acesso à sabedoria."

A altura, 17,59 metros, remete para 1759, "quando, a 13 de junho, o concelho de Oeiras foi constituído por carta régia."

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