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Governo admite que filas no aeroporto de Lisboa "são um embaraço"

Secretário de Estado das Infraestruturas diz que única coisa a fazer "é pedir desculpa".

O secretário de Estado das Infraestruturas garantiu esta quarta-feira que o Governo está a fazer um acompanhamento "muito próximo" das filas no aeroporto de Lisboa, admitindo que são um embaraço para o Governo, que espera resolvido até ao verão.

Hugo Espírito Santo, secretário de Estado das Infraestruturas
Hugo Espírito Santo, secretário de Estado das Infraestruturas Pedro Catarino

"A situação das fronteiras é um embaraço para o Governo. Não tem outro nome. Temos que ter uma atitude de humildade relativamente ao que fazemos e, neste momento, é um embaraço e a única coisa que se podia fazer era pedir desculpa", afirmou Hugo Espírito Santo, em Macau, no 50.º congresso da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

O governante disse que as causas existem, estão identificadas e que estão a ser avaliadas soluções, elogiando a ajuda que a ANA - Aeroportos tem dado na situação.

"Temos, neste momento, um acompanhamento muito próximo do Governo deste tema. Temos cinco ministros diretamente envolvidos, andamos a olhar para os dados dia-a-dia a ver quanto tempo se demora a passar a fronteira em Lisboa (...)", acrescentou o governante.

Hugo Espírito Santo lembrou que "a raiz" do problema "é clara" e prende-se com "a falta agentes da PSP", a que acresce "uma dificuldade e uma instabilidade do ponto de vista tecnológico, sobretudo nas 'egates'" e, em terceiro lugar, "uma maior lentidão do sistema".

Tendo identificadas as causas, diz o governante, agora é tentar solucioná-las.

"Uma das coisas que já decidimos, juntamente com a Ana -- que tem feito um trabalho notável connosco para nos ajudar a resolver isto -- é redesenhar toda a zona das partidas e chegadas. Vamos nas partidas aumentar em 30% o número de boxes e de 'egates', vamos aumentar nas chegadas [em] 30% as boxes, e vamos aumentar em 70% as 'egates'", disse.

O desafio, assume o governante, é ter a situação resolvida até junho, "antes do verão", época alta de turismo.

"É um problema seríssimo, que não está nas nossas mãos", tinha afirmado antes, também hoje, o presidente do Conselho de Administração da ANA - Aeroportos de Portugal, José Luís Arnaut.

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