Trump disse recentemente que o governo cubano está prestes a cair e que a ilha não receberia mais carregamentos de petróleo da Venezuela após uma operação militar norte-americana ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou quinta-feira um decreto que permite ao seu governo impor tarifas alfandegárias de nível não especificado a países que vendem petróleo a Cuba.
Donald Trump
"Pode ser imposta uma tarifa adicional 'ad valorem' (baseada no valor estimado) às importações de bens produzidos por um país que vende ou fornece petróleo direta ou indiretamente a Cuba", afirma o decreto publicado pela Casa Branca.
"Considero que a situação em relação a Cuba constitui uma ameaça invulgar e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, e por este meio declaro o estado de emergência nacional em relação a esta ameaça", argumentou o Presidente na ordem executiva.
O secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, determinará se um país vende ou fornece petróleo a Cuba e, em seguida, o secretário de Estado, Marco Rubio, decidirá se e em que medida deverá ser imposta uma tarifa adicional aos produtos desse país.
Em profunda crise energética e económica, Cuba tem dependido fortemente da ajuda estrangeira e de carregamentos de petróleo de aliados como o México, a Rússia e, anteriormente, a Venezuela.
Trump disse recentemente que o governo cubano está prestes a cair e que a ilha não receberia mais carregamentos de petróleo da Venezuela após uma operação militar norte-americana ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro.
A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse na terça-feira que o seu governo suspendeu, pelo menos temporariamente, os envios de petróleo para Cuba, sublinhando tratar-se de uma "decisão soberana", sem pressão dos Estados Unidos.
Sheinbaum respondia a perguntas sobre se a empresa estatal de petróleo Pemex teria cortado os envios de petróleo para Cuba na sequência da pressão crescente de Trump, para que o México se afastasse do governo cubano, embora oficialmente Washington não tenha pedido a suspensão do fornecimento de petróleo.
O petróleo mexicano é há muito tempo uma linha vital para Cuba.
No seu relatório mais recente, a Pemex afirmou que enviou quase 20.000 barris de petróleo por dia para Cuba entre janeiro e 30 de setembro de 2025.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira que o objetivo dos Estados Unidos é fazer da Venezuela um país "amigável, estável, próspero e democrático", no qual sejam realizadas eleições "livres e justas".
O chefe da diplomacia norte-americana respondia a perguntas de senadores numa audição na câmara alta do Congresso (Senado) para explicar a política dos Estados Unidos sobre a Venezuela, após a operação militar de 3 de janeiro em Caracas, que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.
"O objetivo final é chegar a uma fase de transição em que tenhamos uma Venezuela amiga, estável, próspera e democrática, na qual todos os setores da sociedade estejam representados em eleições livres e justas", declarou Rubio, admitindo, porém, que esse objetivo não será alcançado em questão de semanas, mas exigirá "algum tempo".
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