Sábado – Pense por si

Andreia Neto
Andreia Neto Deputada do PSD
16 de março de 2026 às 15:22

Portugal Acima de Tudo: O Tempo da Estabilidade

A Constituição confere ao Presidente da República um papel essencial de garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Esse papel torna-se ainda mais relevante em tempos em que o país procura estabilidade e confiança.

A tomada de posse de um novo Presidente da República é sempre mais do que uma cerimónia. É um momento simbólico da nossa democracia e um ponto de partida para um novo ciclo político.

Depois de um período eleitoral intenso, marcado por debates, confrontos políticos e escolhas decisivas, os portugueses esperam agora aquilo que qualquer democracia madura precisa de garantir: estabilidade, responsabilidade e capacidade de governar.

O país precisa de virar a página do ciclo eleitoral. A democracia vive do confronto de ideias, mas também precisa de momentos de convergência institucional. Sem estabilidade política, nenhum país consegue planear o futuro, atrair investimento ou garantir confiança aos cidadãos.

A eleição do novo Presidente da República é recebida, por muitos portugueses, com a expectativa de que se abra um período de maior previsibilidade política. Não significa ausência de debate, nem uniformidade de pensamento. Significa algo mais simples e mais importante: instituições que funcionam, dialogam e cooperam.

A Constituição confere ao Presidente da República um papel essencial de garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Esse papel torna-se ainda mais relevante em tempos em que o país procura estabilidade e confiança.

É por isso fundamental que exista uma relação de cooperação institucional leal entre a Presidência da República e o Governo. Cooperação não significa abdicar de diferenças políticas nem reduzir o papel de fiscalização. Significa colocar o interesse nacional acima das disputas conjunturais.

Portugal enfrenta desafios exigentes. O crescimento económico, a modernização do Estado, a qualidade dos serviços públicos, a justiça social e a criação de oportunidades para os mais jovens exigem estabilidade política e sentido de responsabilidade.

Os portugueses esperam que os órgãos de soberania estejam à altura desse desafio. Esperam serenidade, maturidade democrática e capacidade de diálogo. Divergências existirão sempre, fazem parte da democracia. Mas o país não pode ficar refém de conflitos institucionais permanentes.

Mais do que nunca, é necessário recordar aquilo que deve orientar a ação política: Portugal e os portugueses acima de tudo.

A estabilidade política não é um objetivo em si mesmo. É uma condição essencial para criar prosperidade, reforçar a confiança e garantir maior justiça social.

A nova etapa que agora começa deve ser encarada como uma oportunidade. Uma oportunidade para reforçar a confiança nas instituições, consolidar a cooperação entre os órgãos de soberania e dar ao país a previsibilidade que os cidadãos e a economia precisam.

Porque, no fim de contas, é isso que se espera das instituições democráticas: que saibam colocar o país acima de tudo e trabalhar em conjunto pelo futuro de Portugal.

Mais crónicas do autor
16 de março de 2026 às 15:22

Portugal Acima de Tudo: O Tempo da Estabilidade

A Constituição confere ao Presidente da República um papel essencial de garante do regular funcionamento das instituições democráticas. Esse papel torna-se ainda mais relevante em tempos em que o país procura estabilidade e confiança.

03 de março de 2026 às 07:00

Proteger sem proibir

Não se trata de censura. Não se trata de proibir o futuro. Trata-se de criar equilíbrio. A liberdade digital das crianças deve caminhar lado a lado com a sua proteção.

11 de fevereiro de 2026 às 07:00

Presidente eleito

Governo e Presidente da República têm legitimidades próprias, funções distintas e responsabilidades complementares.

06 de janeiro de 2026 às 11:23

A Presidência da República, a experiência e o futuro

Marques Mendes tem demonstrado, de forma consistente, uma postura agregadora, capaz de unir em vez de dividir, de escutar em vez de confrontar.

23 de dezembro de 2025 às 09:51

A queda de um Governo no Tribunal mediático

Num Estado de direito, a política não se conduz por capas de jornais, conduz-se pela vontade popular expressa nas urnas.

Mostrar mais crónicas