Em grupos internos do WhatsApp, o vereador do Chega em Lisboa defende a namorada exonerada por ser proprietária de imóveis que servem de habitação clandestina de imigrantes.
É mais um capítulo na história de Mafalda Guerra. A namorada do vereador do Chega em Lisboa Bruno Mascarenhas, e indicada para os Serviços Sociais da autarquia, entretanto exonerada por ser proprietária de imóveis que servem de habitação clandestina
de imigrantes e suspeita de usurpação de funções em atividades como
jurista, como denunciou reportagem da RTP, tem sido tema nos grupos internos do partido liderado por André Ventura. Em defesa da namorada por WhatsApp, Mascarenhas afirmou que a peça "é uma encomenda vergonhosa" e que foi sustentada "por invejas internas" e "um ataque cerrado do sistema".
Mascarenhas defende namorada após polémica com imóveis e imigrantesDR
"Nos 3 meses que trabalhou nos serviços sociais os trabalhadores aproximaram-se dela, desabafaram e confiaram-lhe muitos segredos. Corrupção e compadrio. Tornou-se um perigo para os elementos do PS e PSD que por lá gravitam há décadas", lê-se na mensagem, a que a SÁBADO teve acesso. "Eu próprio irei, em breve e no local próprio, apresentar as provas do que estou a dizer. Para já devemos defender os nossos e confiar na integridade das pessoas", acrescenta.
A televisão pública transmitiu na sexta-feira à noite, no programa ' Prova dos Factos', uma reportagem que revelou que Mafalda Guerra, militante do Chega, é a proprietária de vários imóveis que servem de habitação clandestina, e sem condições, para imigrantes. As rendas, de acordo com esta reportagem, são pagas à amiga Sílvia Paixão, também ela militante do Chega. Mafalda Guerra alegou à RTP que alguns dos imóveis são arrendados a terceiros, que fazem a gestão dos espaços. Além disso, estão a decorrer duas investigações no Ministério Público no âmbito da suspeita de usurpação de funções em atividades como jurista, no âmbito das suas empresas consultadoria jurídica.
Mafalda Guerra foi nomeada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, para vogal dos Serviços Sociais. Sem experiência na área, foi o nome indicado pelo Chega a troco do voto favorável do Chega em várias matérias,
como a alteração do regimento municipal e o recente orçamento municipal
de Moedas, ao que a SÁBADO apurou. Para Bruno Mascarenhas, a namorada "já estava a ser perseguida" antes de ser nomeada. "Não há ninguém do Chega que possa aceder a cargos públicos. Houve uma e foi trucidada", afirmou.
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