Apesar de Moscovo ser afetado por estas ações militares, uma vez que parte do seu petróleo era proveniente da Venezuela, esta operação poderá jogar a seu favor. A captura de Maduro tornará mais difícil a possibilidade de outros países condenarem a sua ofensiva na Ucrânia.
A operação relâmpago dos Estados Unidos na Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro, assim como a apreensão de um petroleiro com bandeira russa esta quarta-feira, podem ter deteriorado as relações com a Rússia.
Segundo a agência noticiosa Associated Press, o rapto de Maduro evidenciou uma falha por parte do Kremlin em apoiar o aliado e agora, com os norte-americanos determinados em estabelecer o controlo sobre Caracas e sobre o seu petróleo, a Rússia corre o risco de perder uma posição estratégica no Hemisfério Ociental, além de milhares de milhões de dólares investidos na indústria petrolífera venezuelana.
Putin e Maduro encontram-se em Moscovo a 7 de maio de 2025Foto AP/Alexander Zemlianichenko, Pool
Apesar do presidente Vladimir Putin ainda não ter comentado as ações dos Estados Unidos em Caracas, os diplomatas russos já denunciaram que se trata de um ato flagrante de agressão. Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente no Conselho de Segurança da presidência, repreendeu Washington por ter alegadamente violado o direito internacional mas, ao mesmo tempo, elogiou o presidente Donald Trump por ter defendido os interesses dos Estados Unidos.
“Embora a ação de Trump seja completamente ilegal, não se pode negar certa coerência. Ele e a sua equipa estão a defender de forma muito incisiva os interesses nacionais do seu país”, disse citado pela Associated Press (AP).
O cenário está agora a gerar alguma inquietação na Ucrânia. Enquanto que esta operação desviou a atenção dos líderes europeus que, até então, estavam empenhados em apoiar Kiev e fornecer garantias de segurança ao país de leste, agora também é provavel que o Kremlin use estas ações militares na Venezuela como novo argumento para continuar a sua ofensiva em território ucraniano.
Desde que a península ucraniana anexou ilegalmente a Crimeia, em 2014, que Putin tem procurado justificar a sua ação, ao descrever a Ucrânia como parte da esfera de influência russa, cuja intromissão ocidental não é permitida. Segundo Fiona Hill, que supervisionou a Rússia e a Europa no Conselho de Segurança Nacional de Trump durante o seu primeiro mandato, a captura de Maduro tornará mais difícil a possibilidade de outros países condenarem a ação da Rússia na Ucrânia porque "acabámos de vivenciar uma situação em que os Estados Unidos assumiram o controlo, ou pelo menos decapitaram o governo de outro país", disse, citada pela AP.
Também alguns russos argumentaram que a ação na Venezuela criou um novo senso de urgência para Moscovo acelerar a sua ofensiva na Ucrânia. “A Ucrânia, sob o nosso controlo total, é o nosso passaporte para o clube das Grandes Potências”, escreveu Alexander Dugin, um ideólogo nacionalista linha-dura, num artigo de opinião citado pela AP.
Apesar do presidente Vladimir Putin ainda não ter comentado as ações dos Estados Unidos em Caracas, os diplomatas russos já denunciaram que se trata de um ato flagrante de agressão. Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente no Conselho de Segurança da presidência, repreendeu Washington por ter alegadamente violado o direito internacional mas, ao mesmo tempo, elogiou o presidente Donald Trump por ter defendido os interesses dos Estados Unidos.
“Embora a ação de Trump seja completamente ilegal, não se pode negar certa coerência. Ele e a sua equipa estão a defender de forma muito incisiva os interesses nacionais do seu país”, disse citado pela agência de notícias Associated Press (AP).
O cenário está agora a gerar alguma inquietação na Ucrânia. Enquanto que esta operação desviou a atenção dos líderes europeus que, até então, estavam empenhados em apoiar Kiev e fornecer garantias de segurança ao país de leste, agora também é provável de o Kremlin use estas ações militares na Venezuela como novo argumento para continuar a sua ofensiva em território ucraniano.
Desde que a península ucraniana anexou ilegalmente a Crimeia, em 2014, que Putin tem procurado justificar a sua ação, ao descrever a Ucrânia como parte da esfera de influência russa, cuja intromissão ocidental não é permitida. Segundo Fiona Hill, ex-conselheira sénior da Casa Branca para a Rússia e a Europa, a captura de Maduro tornará mais difícil a possibilidade de os outros países condenarem a ação da Rússia na Ucrânia porque "acabámos de vivenciar uma situação em que os Estados Unidos assumiram o controlo, ou pelo menos decapitaram o governo de outro país", disse citada pela AP.
Também alguns russos argumentaram que a ação na Venezuela criou um novo senso de urgência para Moscovo acelerar a sua ofensiva na Ucrânia. “A Ucrânia, sob o nosso controlo total, é o nosso passaporte para o clube das Grandes Potências”, escreveu Alexander Dugin, um ideólogo nacionalista linha-dura, num artigo de opinião citado pela AP.
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