Ataques surgiram como "resposta retaliatória" aos recentes atentados suicidas registados no Paquistão que terão sido alegadamente perpetrados por grupos terroristas.
O Paquistão lançou na noite de sábado múltiplos ataques aéreos contra o Afeganistão que, segundo os Talibãs, mataram dezenas de pessoas e feriram outras quantas, incluindo mulheres e crianças.
Ataque contra o AfeganistãoFoto AP/Hedayat Shah
Os ataques, que surgiram como "uma resposta retaliatória" aos recentes atentados suicidas no Paquistão perpetrados alegadamente por grupos terroristas, terão tido como alvo sete supostos campos e esconderijos militares, localizados perto da fronteira entre ambos os países. Entre os alvos estariam membros do grupo Tehreek-i-Taliban Pakistan - banido do Paquistão -, esclareceu o governo paquistanês num comunicado publicado na rede social X.
O Afeganistão alega, no entanto, que estes ataques atingiram casas de civis e uma escola religiosa, levando o país a condenar o episódio. O Ministério da Defesa dos Talibãs, que afirmou que os ataques tiveram como alvo as províncias de Nangarhar e Paktika, também condenou este ataque através de uma mensagem publicada no Facebook e citada pela BBC: apelou este cenários de uma "violação flagrante da integridade territorial do Afeganistão" ao acrescentar que se trata de uma "clara violação do direito internacional".
A informação, de que estes ataques também atingiram parte da população, foi também confirmada à BBC pelas autoridades de Nangarhar, que afirmaram que a casa de um homem chamado Shahabuddin foi atingida por um desses ataques. Como consequência, morreram 20 membros da sua família, incluindo mulheres e crianças.
No início deste mês - em que se celebra o Ramadão - já haviam sido lançados ataques contra o Paquistão, que acabaram por atingir uma mesquita xiita na capital Islamabad. Na altura, o país garantiu ter "provas conclusivas" de que os ataques haviam sido levados a cabo por militares sob as ordens da liderança no Afeganistão, levando agora o Paquistão a "retaliar".
Ambos os países já haviam concordado com um cessar-fogo, em outubro, depois de se terem sido registados confrontos mortais na fronteira e de o Paquistão ter lançado novamente ataques contra esconderijos militares do Afeganistão. Recentemente, a Arábia Saudita mediou até a libertação de três soldados paquistaneses, que haviam sido capturados em outubro na fronteira.
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