Trump pediu a Netanyahu que não respondesse ao ataque com mísseis iranianos na noite de domingo, mas Israel decidiu retaliar na mesma e só informou Washington à última hora.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa conversa recente, que poderá ficar "sozinho contra o Irão muito em breve" se não tiver "muito cuidado".
Donald Trump SAMUEL CORUM / POOL/AP
"Deve ter muito cuidado com o que faz, porque pode acabar sozinho contra o Irão muito em breve", disse Trump, segundo o próprio Presidente norte-americano em declarações a Barak Ravid, do Canal 12 de Israel.
Trump pediu a Netanyahu que não respondesse ao ataque com mísseis iranianos na noite de domingo, mas Israel decidiu retaliar na mesma e só informou Washington à última hora.
"Já estavam a caminho do Irão. Consegui reduzir o alcance do ataque", explicou Trump.
Além disso, Trump revelou que cinco países da região do Golfo Pérsico que participam no processo de negociação pediram a sua ajuda para evitar uma escalada.
Por fim, segundo Trump, o Irão transmitiu a mensagem de que "não iria realizar mais ataques contra Israel" e pediu aos Estados Unidos que pressionassem Israel para cessar os ataques.
"Liguei ao 'Bibi' (Netanyahu) e fi-lo parar", apontou o republicano.
Trump insistiu ainda que um acordo vantajoso com o Irão está próximo e que Teerão deseja assiná-lo.
As Forças Armadas do Irão anunciaram hoje o fim dos seus ataques contra Israel, após o lançamento de mísseis em resposta ao bombardeamento levado a cabo no domingo pelo exército israelita contra a capital do Líbano, Beirute, embora tenham prometido "medidas muito mais duras e esmagadoras" se Israel "continuar as suas agressões", também em território libanês.
O Irão defende que o Líbano deve ser abrangido pelo cessar-fogo e ameaçou responder contra a ofensiva israelita no sul do Líbano contra o movimento xiita Hezbollah.
Contudo, Israel afirmou que vai prosseguir com os seus ataques no Líbano.
Teerão lançou mísseis contra território israelita entre domingo e hoje, alegando estar a responder a um ataque aéreo israelita contra posições do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute.
Os disparos iranianos levaram Israel a realizar novos ataques em retaliação, alimentando receios de uma escalada regional e colocando sob pressão a trégua alcançada há dois meses.
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