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Fundador da Microsoft, visado nos ficheiros de Epstein, deu explicações aos funcionários da sua fundação.
Bill Gates reconheceu ter-se envolvido com duas mulheres russas, mas que não estariam relacionadas com as vítimas de Jeffrey Epstein. O fundador da Microsoft, cujo nome apareceu nos ficheiros sobre o falecido pedófilo que têm vindo a ser revelados pela justiça norte-americana, proferiu um discurso num encontro com funcionários da Fundação Gates em que, de acordo com o 'Wall Street Journal', pediu desculpas pelas suas ligações a Epstein.
Bill Gates tem sido associado aos ficheiros de EpsteinAP
Gates reconheceu ter tido casos extraconjugais mas afiançou nunca ter feito ou visto "nada de ilícito". "Tive dois casos extraconjugais, um com uma jogadora de bridge russa, que conheci em torneios, e outro com uma física nuclear russa, que conheci em atividades profissionais", referiu o milionário, citado pelo jornal norte-americano, afiançando que Epstein soube destes casos através de Boris Nikolic, seu antigo conselheiro científico.
As mulheres em causa, afiançou, nada tinham a ver com Epstein. "Que fique claro, nunca estive com qualquer uma das vítimas ou com as mulheres que o rodeavam! Foi um erro tremendo passar tempo com Epstein. E peço desculpas às pessoas que foram arrastadas para isto devido ao erro que cometi."
O milionário contou que conheceu o pedófilo em 2011 e que mantiveram contacto, mesmo depois de a sua ex-mulher, Melinda Gates, ter mostrado reservas. "Saber tudo o que sei agora torna tudo cem vezes pior, não só em relação aos crimes que ele cometeu no passado, mas também porque está claro que houve uma conduta inadequada contínua”, admitiu Bill Gates, reconhecendo, depois, sobre a ex-mulher: “Para ser justo, ela sempre foi meio cética em relação a Epstein”.
O nome de Gates surgiu em emails de Epstein, num deles o pedófilo referia que o fundador da Microsoft lhe teria pedido antibióticos para administrar secretamente a Melinda Gates por temer ter contraído uma doença sexualmente transmissível.
O milionário já desmentiu estas alegações e, aos funcionários da sua fundação, explicou que esteve com Epstein na Alemanha, em França, em Nova Iorque e em Washington, mas que "nunca" visitou a ilha do pedófilo. Acrescentou que Epstein tinha relações próximas com muitos bilionários e que por isso esperava contar com a sua ajuda para angariar fundos para as causas da fundação.
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