Sábado – Pense por si

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes Jornalista
24 de fevereiro de 2026 às 23:00

Sempre que brilha o sol, naquela economia

Num País tão exposto a desastres climáticos, esta é mais uma oportunidade para apreciarmos o valor de ir arrumando as contas públicas em tempo de bonança.

Passou sem grande alarido, a notícia de que no ano passado o peso da dívida pública caiu para 89,7% do PIB. O alarido surge quando há más notícias e, nas contas públicas, não tem sido esse o caso. O rácio de 2025, contudo, é digno de algum alarido. Não é só por ser o mais baixo desde 2009 – ou seja, desde o início da grande crise portuguesa e europeia de 2009-2014 – nem por significar que, em cinco anos, governos de cores políticas diferentes geriram o corte de um terço do peso da dívida. O alarido, num País a recuperar de uma catástrofe natural, é outro: a margem ganha nos últimos anos, graças ao consenso político e social forjado no trauma da troika, permite encarar sem drama a fatura pública das tempestades e cheias.

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