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Com uma opinião pública dividida sobre a intervenção na Venezuela, há algumas vozes republicanas nos EUA que não estão do lado de Trump.
Sábado passado, 150 aeronaves, incluindo bombardeiros e caças norte-americanos, entraram na Venezuela e levaram a cabo ataques aéreos que atingiram locais como o porto de La Guaira ou o aeroporto de Higuerote, em Miranda. As forças militares norte-americanas acabaram por sequestrar o presidente Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Flores, que foram presentes a um juiz num tribunal nova-iorquino esta segunda-feira. Apesar do executivo estar em peso com Trump, há membros do Partido Republicano que não estão alinhados com a operação.
Marjorie Taylor Greene está de saída do CongressoAP
Marjorie Taylor Greene
É uma das caras mais conhecidas do movimento MAGA (Make American Great Again) e congressista demissionária republicana pela Georgia que nos últimos meses tem entrado em confronto direto com Donald Trump, desavenças relacionadas com assuntos como política externa ou os ficheiros Epstein. Recentemente, tem abraçado um movimento crescente entre as hostes republicanas, denominado America First. Numa longa publicação na rede social X, Taylor Green volta a afastar-se do rumo da administração Trump, tecendo duras críticas à operação na Venezuela. Entre os argumentos, e são vários, estão os seguintes: "Se processar narcoterroristas é uma grande prioridade, porque é que o presidente Trump perdoou o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, que foi condenado a 45 anos de prisão por tráfico de centenas de toneladas de cocaína para os Estados Unidos?”; ou "Porque é que é aceitável que os EUA invadam militarmente, bombardeiem e prendam um líder estrangeiro, mas a Rússia é considerada má por invadir a Ucrânia e a China é vista como má por agredir Taiwan?".
I’ve served on the Homeland Security Committee for the past three years. I’m 100% for strong safe secure borders and stopping narco terrorists and cartels from trafficking deadly drugs and human trafficking into America.
Fentanyl is responsible for over 70% of U.S. drug…
Sobre a política internacional, a ex-congressista defende: "A mudança de regime, o financiamento de guerras estrangeiras e o dinheiro dos impostos americanos a ser constantemente canalizado para causas estrangeiras, estrangeiros (tanto no país como no estrangeiro) e governos estrangeiros, enquanto os americanos enfrentam um custo de vida, habitação e saúde cada vez maior, além de descobrirem golpes e fraudes com os seus impostos, é o que mais enfurece os americanos".
Thomas Massie
Congressista republicano do Kentuchy, Thomas Massie tem um histórico de desavenças com Donald Trump, desde política externa à chamada One Big Beautiful Bill. E a discussão entre os dois é bastante mediática, já que trocam amargos galhardetes nas redes sociais. Por exemplo, em junho, na sua rede Truth Social, Trump escreveu que “o movimento MAGA devia livrar-se deste perdedor patético, Tom Massie, como se fosse uma praga!”. E sobre a Venezuela, Massie publicou na rede social X: “Acordem, apoiantes MAGA! A Venezuela não tem nada a ver com droga; tem a ver com o petróleo e a mudança de regime. Não foi para isso que votámos”. Noutra publicação recente, acusou Trump de atropelar a Constituição, dizendo que "os Fundadores atribuíram o poder de declarar guerra ao Congresso e não ao poder executivo”.
Lisa Murkowski
Menos disruptiva, mas algo cética, a senadora republicada Lisa Murkowski, do Alasca, também recorreu à rede social X para partilhar o seu ponto de vista sobre a operação militar na Venezuela. Sublinhando que não reconhece Nicolás Maduro como o legítimo presidente do país, classificando-o de ditador, a senadora não está segura de que todos os procedimentos tenham sido corretamente enquadrados com a legislação: “Embora tenha esperança de que as ações desta manhã tenham tornado o mundo um lugar mais seguro, a forma como os Estados Unidos conduzem as operações militares, bem como a autoridade sob a qual essas operações ocorrem, é importante. Quando o Senado regressar a Washington na próxima semana, o Congresso foi informado de que receberá briefings adicionais da administração sobre este âmbito, os objetivos e a base jurídica destas operações”.
E o que acham os eleitores?
A propósito, o Washington Post perguntou a uma amostra de mil norte-americanos sobre o que acham das ações dos EUA na Venezuela e compilou os resultados num artigo publicado esta segunda-feira.
A sondagem revelou que o país está dividido entre o aprovar (40%) e o desaprovar (42%) do envio de forças para capturar Maduro. 18% revelaram-se indecisos, mas há um dado bastante claro nos resultados: há uma divisão nas reações quando se tem em conta a filiação partidária. Ou seja, 74% dos republicados aprovam a operação de sábado na Venezuela, enquanto 76% dos democratas desaprovam. Relativamente aos independentes, 42% discordam da intervenção, 34% aprovam e 24% não toma posição.
Sobre se deveria ter sido aprovada pelo Congresso, 63% dos inquiridos acha que sim e 37% acha que não, respostas que, mais uma vez, separam Democratas e Republicanos. Apenas 6% dos Democratas consideram que a questão deveria ter passado pelo Congresso, mas 76% dos Republicanos dizem que não seria necessário. Aqui a grande diferença está nas mãos dos independentes: 70% defendem que o Congresso deveria ter sido consultado.
Quanto a outras questões abordadas neste inquérito, em termos globais, 50% dos norte-americanos está a favor do julgamento de Maduro; apenas 24% aprovam a tomada de controlo da Venezuela pelos EUA e a escolha de um novo governo; e a esmagadora maioria, 94%, acredita que deve ser o povo venezuelano a decidir a futura liderança do seu país.
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