Ex-presidente venezuelano foi esta segunda-feira presente a juiz, por acusações de narcoterrorismo e a segunda sessão ficou agendada para 17 de março. Caso seja considerado culpado poderá ter de enfrentar uma pena entre os 30 anos e a prisão perpétua.
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, esteve esta segunda-feira no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, Nova Iorque. Ao juiz declarou-se inocente e alegou que foi "raptado".
Maduro será julgado por Alvin Hellerstein, juiz de 92 anosXNY/STAR MAX/IPx 2026 05/01/2026
"Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente. Ainda sou presidente do meu país. (...) Eu sou o presidente da Venezuela. Estou aqui raptado. Fui capturado na minha casa em Caracas, Venezuela", disse antes de ser interrompido pelo juiz Alvin Hellerstein.
A mulher de Maduro também esteve no tribunal, acusada dos mesmos crimes. Na audiência, o advogado Mark Donnelly revelou que Cília Flores sofreu "ferimentos significativos" quando foi capturada pelos militares norte-americanos, nomeadamente uma possível fratura nas costelas e hematomas, e solicitou que a sua cliente fosse submetida a um exame de raio-X.
Um dos advogados de Maduro confessou ainda ao juiz Hellerstein que o seu cliente não procura ser libertado imediatamente e recordou o direito de "apresentar um pedido de fiança numa outra data".
A certo momento, foi possível ver Maduro a rabiscar num pedaço de papel branco e disse: "Gostaria de pedir que as minhas anotações fossem respeitadas e que eu tenha o direito de as manter."
O ex-presidente da Venezuela, que foi capturado pelos militares norte-americanos enquanto dormia, está acusado de narcoterrorismo, importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos - e as acusações estendem-se à sua mulher Cília Flores, ao filho, e outras três pessoas.
À chegada ao tribunal de Nova Iorque, Maduro apresentou-se com o uniforme de um presidiário e com os pés acorrentados. A primeira sessão de audiência durou aproximadamente 40 minutos e a segunda ficou agendada para 17 de março. Caso seja considerado culpado, Maduro arrisca uma pena entre os 30 anos e a prisão perpétua.
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