Juiz exige caução de €100 mil a deputado do PS. Se não pagar pode ser detido

António Gameiro é descrito pelo MP como um “profícuo e eficaz intermediário” na venda por €5 milhões de um terreno avaliado em mais de €7 milhões. Terá recebido 100 mil euros para garantir o negócio, montando depois um "esquema" com a autarca de Vila Real de Santo António para lesar a autarquia em 900 mil euros.

O Juízo de Instrução Criminal de Évora determinou o pagamento de uma caução de 100 mil euros ao deputado do PS António Gameiro, suspeito de prevaricação na Operação Triângulo e de ter servido de intermediário na venda de um terreno municipal em Vila Real de Santo António por 5 milhões de euros - que tinha uma avaliação superior a 7 milhões.

O juiz decidiu aplicar uma medida de coação não privativa da liberdade mas, caso António Gameiro não pague, cabe ao mesmo juiz analisar as justificações para o não pagamento e decidir se é o deputado é ou não detido. 

Em contrapartida, alega o Ministério Público no inquérito a que a SÁBADO teve acesso, António Gameiro terá recebido 300 mil euros da imobiliária "Saint Germain, Empreendimentos Imobiliários, SA" do empresário Carlos Matos, em maio de 2020, altura da escritura do contrato-promessa para a compra e venda do terreno. Cem desses 300 mil euros recebidos estavam destinados a si, com os outros 200 mil a serem distribuídos pela autarca de Vila Real de Santo António, Maria Conceição Cabrita, e outros intervenientes no negócio.

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