A maioria foram presos durante os protestos que ocorreram no país em janeiro.
Saleh Mohammadi, de apenas 19 anos, foi condenado à morte por enforcamento e executado na última quinta-feira pelo regime iraniano; o atleta foi preso durante as manifestações que tiveram lugar no início do ano, contra o regime iraniano, e foi um dos três homens executados esta semana, acusados de assassinar dois polícias. Mas há muitos outros desportistas encarcerados no Irão e que enfrentam o mesmo destino.
Futebolista Amirhossein Ghaderzadeh foi condenado à pena de morteAmnesty Iran/X
Ali Pishevarzadeh, guarda-redes de polo aquático, os futebolistas Mohammad Hossein Hosseini e Abolfazl Dokht, a maratonista Niloufar Pas, o campeão de kickboxing Benjamin Naghdi e o pugilista Mohammad Javad Vafaei Sani são alguns dos atletas que atirados para as prisões iranianas depois dos protestos.
O site 'iranintl' diz que "há cada vez mais atletas, treinadores e árbitros detidos, muitos deles vinculados à recente onda de protestos e a distúrbios anteriores". Várias organizações internacionais referem que pelo menos 65 morreram desde janeiro.
Entre os detidos, alguns já executados, estão também o treinador de basquetebol, Payam Vahidi, o treinador de bilhar, Hamzeh Kazemi, e o ex-futebolista Amir Reza Nasr Azadani. O antigo defesa, de 30 anos, foi sentenciado à pena de morte em dezembro de 2022 depois de participar nos protestos contra a morte da jovem Mahsa Amini, que foi condenada pelo uso indevido ao véu islâmico.
Há também atletas muito jovens, como os futebolistas Abolfazl Dokht e Amirhossein Ghaderzadeh, de 18 e 19 anos, respetivamente, o pugislista Mohammad Mahshar, que conquistou a medalha de bronze nos Campeonatos Asiáticos enquanto juvenil e sub-23, que foi preso a 18 de janeiro juntamente com o seu treinador.
??Iranian authorities must immediately halt any plans to execute 19-year-old Amirhossein Ghaderzadeh who has been detained since 9 January for taking part in protests in Rasht, Gilan province, and stop weaponizing the death penalty against protesters. 1/6 pic.twitter.com/lGa1YTmLmI
Os executados são acusados de agir em nome de Israel e dos Estados Unidos, a acusação mais frequente no julgamento dos manifestantes detidos durante os protestos. Fala-se em confissões forçadas, falta de acesso a representação legal e a exclusão de testemunhas de defesa em julgamentos pouco claros. Pessoas próximas de Saleh Mohammadi garantem que o atleta não foi identificado por câmaras de videovigilancia durante os protestos e que as testemunhas abonatórias não foram autorizadas a depor.
A agência 'Iran International' analisou documentos que comprovam que mais de 36.500 iranianos foram mortos pelas forças de segurança durante a repressão aos protestos em todo o país, entre os dias 8 e 9 de janeiro, tornando-se o massacre em protestos de dois dias mais letal da história. Há estimativas de que este número possa ser significativamente maior.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.