Via Graça: um clássico à procura da estrela Michelin

Via Graça: um clássico à procura da estrela Michelin
Catarina Moura 16 de fevereiro

Aos 32 anos, o restaurante lisboeta dividiu-se em dois: o piso de baixo mantém-se tradicional, o de cima é um fine dining a namorar o Guia Michelin.

Todos os dias, antes de se deitar, João Bandeira vai ao frigorífico e tira de lá uma só colherada de mousse de chocolate. É um suficiente para que lhe corra bem a noite e é também a razão para que, no menu do renovado ViaGraça, em Lisboa, figure agora "colher de chocolate equador 70%". O dono do restaurante investiu cerca de um milhão de euros em obras no histórico lisboeta.

Manteve-lhe a cozinha tradicional, a invejável vista sobre a cidade e o Castelo e juntou-lhe um fine dining que ambiciona chegar à estrela Michelin. Resumindo, só quer que os clientes se sintam como em sua casa.

Poucos clientes habituais conheciam o andar inferior do ViaGraça. "Toda a gente preferia o andar superior", conta João Bandeira, que era nessa época o chef da cozinha. A sua visão para o restaurante quis aproveitar todo o espaço — até porque ambas as salas têm a vista que tanta gente traz aqui. No andar inferior há a comida portuguesa que caracteriza o restaurante numa versão refinada. Em cima, há uma ideia nova: o 9b, um fine dining com Guilherme Spalk ao leme. "Tenho uma meta de dois anos para irmos à procura de uma estrela, sem stresses com calma", avisa João Bandeira.

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