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Ex-duquesa de York foi destituída da distinção de “Freedom of the City of York”, num novo episódio de erosão reputacional ligado ao caso Epstein.
Sarah Ferguson, antiga duquesa de York, perdeu mais um dos títulos que ainda conservava: a distinção honorária de Freedom of the City of York, - distinção atribuída por serviços prestados à cidade, tais como atos de bravura ou serviço público de relevo - retirada por decisão unânime do conselho municipal a 26 de março. A medida surge como consequência das ligações de Ferguson ao magnata financeiro Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
A ex-duquesa de York tem sido associada ao caso Epstein, ainda que indiretamenteAssociated Press
O título, concedido em 1987 aquando do seu casamento com o então príncipe Andrew, tinha sobretudo um valor simbólico. Mas, como justificaram os responsáveis locais, essa condição deixou de se verificar. “Manter este estatuto exige comportamentos compatíveis com os valores do título”, afirmaram responsáveis municipais citados pela BBC, defendendo que a decisão era “a mais adequada” para preservar a integridade da distinção .
A decisão não surge isolada. Nos últimos meses, Ferguson tem assistido à progressiva erosão do seu estatuto público. Em outubro de 2025, deixou de usar o título de “duquesa de York”, na sequência das alegações contra o ex-marido, Andrew Mountbatten-Windsor, que abdicou dos seus próprios títulos sob pressão do escândalo Epstein. Desde então, várias organizações cortaram relações com Ferguson, e até iniciativas pessoais, como projetos editoriais e a sua fundação - Sarah's Trust - foram afetadas pelo impacto reputacional.
A retirada do título de York reflete também novas revelações sobre a relação de Ferguson com Epstein, nomeadamente contactos mantidos após a condenação do norte-americano, também ligado a Donald Trump. Embora nunca tenha sido acusada de crimes, a continuidade dessa ligação foi considerada incompatível com as honras públicas, num contexto de crescente escrutínio sobre figuras associadas ao caso.
A distinção de Freedom of the City - atribuída historicamente a figuras como o político Winston Churchill ou a atriz Judi Dench - representa um dos mais altos reconhecimentos cívicos no Reino Unido. A sua revogação funciona não apenas como sanção moral, mas como reposicionamento institucional face a padrões éticos.
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