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Justiça dos EUA divulga documentos com alegações contra Trump no caso Epstein

Lusa 06 de março de 2026 às 17:38
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Segundo os documentos, a mulher afirmou ter sido abusada sexualmente pelo então empresário imobiliário na década de 1980, quando ainda era menor de idade.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou documentos do FBI que relatam entrevistas de 2019 com uma mulher que fez alegações não comprovadas de abuso sexual contra o Presidente Donald Trump no âmbito do caso Jeffrey Epstein.

Imagem de Donald Trump com Jeffrey Epstein colocada em paragem de autocarro
Imagem de Donald Trump com Jeffrey Epstein colocada em paragem de autocarro AP Photo/Thomas Krych

Segundo os documentos, a mulher afirmou ter sido abusada sexualmente pelo então empresário imobiliário na década de 1980, quando ainda era menor de idade.

A mulher contactou as autoridades após a detenção do empresário Jeffrey Epstein, em julho de 2019, tendo sido posteriormente ouvida quatro vezes pelo FBI entre julho e outubro desse ano.

De acordo com os resumos divulgados, a alegada vítima acusou Epstein de agressão sexual e afirmou que este a levou a Nova Iorque ou Nova Jérsia quando tinha entre 13 e 15 anos, ocasião em que teria sido apresentada a Donald Trump.

Na segunda entrevista com os investigadores, a mulher declarou que Trump teria abusado dela durante essa viagem.

Contudo, na quarta e última entrevista, realizada em outubro de 2019, recusou-se a fornecer mais detalhes sobre o alegado episódio, quando questionada pelos agentes federais.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, o Departamento de Justiça afirmou que os documentos foram tornados públicos após uma revisão interna destinada a identificar materiais que não tinham sido incluídos na base de dados pública sobre o caso Epstein.

Segundo o Departamento de Justiça, as entrevistas tinham sido anteriormente classificadas por erro, como duplicados de outros documentos.

A divulgação ocorreu depois de meios de comunicação social norte-americanos noticiarem que documentos que mencionavam o nome de Donald Trump não constavam do material inicialmente tornado público, o que levou deputados democratas a acusarem a administração de encobrimento.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou as alegações, classificando-as como “completamente infundadas e sem qualquer prova”.

“Como já afirmámos repetidamente, o Presidente Trump foi completamente exonerado com a divulgação do dossiê Epstein”, afirmou a Casa Branca em comunicado.

O Departamento de Justiça tinha anunciado, em 30 de janeiro, a divulgação de mais de três milhões de páginas relacionadas com o caso do financista, algumas com partes censuradas, no cumprimento de uma lei aprovada pelo Congresso em novembro.

Entretanto, uma comissão do Congresso aprovou na quarta-feira a convocação da procuradora-geral Pam Bondi para explicar a divulgação dos documentos, numa data ainda por definir.

Donald Trump manteve relações sociais com Jeffrey Epstein na década de 1990, frequentando os mesmos círculos da alta sociedade em Nova Iorque e na Florida, mas afirma ter rompido com o empresário muito antes de este ser investigado pelas autoridades.

Condenado por crimes sexuais, Epstein foi encontrado morto na sua cela de uma prisão federal em Nova Iorque em 2019.

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