Ao longo das onze semanas de julgamento foram sete as equipas de produção de documentários se dirigiram à pequena cidade de Morwell enquanto podcasters criminais e jornalistas se tornaram comuns.
Durante vários anos Erin Patterson fazia parte de uma grande comunidade online onde eram analisados crimes reais e era considerada um "superdetetive". Agora, depois de ter sido considerada culpada de assassinar três pessoas é também alvo dos fãs de crimes.
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Depois de, em 2023, terservido um bife Wellingtonque continha um dos cogumelos venenosos mais perigosos do mundo aos seus ex-sogros e aos tios do ex-marido, o que levou à morte dos ex-sogros e da tia e deixou o tio do ex-marido hospitalizado a sua vida foi passada sob um microscópio.
O julgamento que terminou com ojúri a considerar que Erin Patterson é culpadano início da semana passada levou jornalistas de todas as partes do mundo à Austrália e encheu o tribunal de curiosos que queriam testemunhar o que ali era dito. Ao longo de onze semanas sete equipas de produção de documentários se dirigiram à pequena cidade de Morwell enquantopodcasterscriminais se tornaram comuns.
Uma das escritoras australiana mais conhecidas, Helen Garner, foi também presença assídua do tribunal de Latrobe Valley, o que alimentou rumores de que se está a preparar para escrever outro livro, e que pode ter este caso como inspiração.
Entre os curiosos que todas as manhãs se acumulavam à porta do tribunal muitos traziam tripés e blocos de notas e, para garantir que tinham lugar dentro da sala de um dos tribunais mais pequenos da Austrália, chegavam a passar a noite do lado de fora com sacos de cama.
Já nainternetmilhares de pessoas publicaram as suas opiniões sobre todos os pormenores do caso e teorizam sobre o motivo do crime ou mesmo sobre supostas forças corruptas que estavam por detrás do caso. Numa vertente mais humorística, alguém criou no Google Maps um perfil de um restaurante no endereço residencial da suspeita e outros partilharam nas suas redes sociais um cartão de bingo para quem estava a acompanhar o julgamento.
Erin Patterson era membro ativo de um grupo no Facebook focado nos crimes de Keli Lane, uma mulher que foi considerada culpada de matar a filha com apenas dois dias depois do nascimento. Este foi um caso que se tornou um dos mais mediáticos da Austrália, especialmente depois de, em 2018, Keli Lane, ter enviado uma carta a uma jornalista alegando que tinha sido condenada injustamente e a implorou que investigasse o caso.
Durante o julgamento Christine Hunt, uma das suas amigas online, disse que Erin Patterson era conhecida pela sua habilidade de pesquisa e conhecimentos tecnológicos: "Era uma espécie de superdetetive. Era muito respeitada no grupo".
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