A síndrome rara que “é a expressão mais grave da covid nas crianças”

A síndrome rara que “é a expressão mais grave da covid nas crianças”
Vanda Marques 11 de março

Febre alta, prostração, dores de barriga e alterações na pele. Quase todos os órgãos são atingidos por esta síndrome, sobretudo o coração. A médica Marisa Vieira explica o que se conhece da síndrome pós-covid.

O Hospital de Santa Maria já recebeu 10 crianças com síndrome pós-covid. Esta síndrome atinge mais as crianças do que os adultos. Tem uma evolução positiva, mas ainda não houve tempo suficiente para se saber com toda a certeza se as crianças ficarão com sequelas ou não. Até agora, todas as que passaram pela Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) pediátricos, do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, recuperaram bem e voltaram à sua vida normal, explica a coordenadora desta unidade, Marisa Vieira.

Esta síndrome inflamatória é rara e surge normalmente entre quatro a seis semanas após a covid-19. Sabe-se também que é mais frequente nos rapazes. O quadro da doença é grave e nalguns casos é até necessário o suporte extracorporal ECMO. A Unidade de Cuidados Intensivos pediátricos já recebeu doentes dos 7 aos 17 anos. A médica Marisa Vieira explica o que se sabe sobre esta síndrome multisistémica.

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