António Costa continua a promover Portugal na Índia

Alexandra Pedro , Lusa 08 de janeiro de 2017
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O primeiro-ministro reforçou a ideia que Portugal é exemplar na tolerância religiosa, com infraestruturas de excelência e uma economia aberta e competitiva

No segundo dia da visita de Estado do primeiro-ministro português, António Costa, à Índia, continuam os elogios e a promoção a Portugal. Desta vez, Costa apresentou Portugal como um país exemplar na tolerância religiosa, com infraestruturas de excelência e uma economia aberta e competitiva. "Portugal ocupa lugares cimeiros nos rankings sobre qualidade das suas infraestruturas, nas telecomunicações, tem uma mão-de-obra flexível e produtiva. Possui um regime fiscal especial para não residentes e uma população com conhecimentos para falar línguas estrangeiras" apontou o líder socialista, na sessão de abertura da convenção mundial da diáspora indiana, intitulada "Pravasi Bharatiya Divas", que decorre em Bangalore. 

Lusa
Perante uma plateia com milhares de delegados em representação de comunidades indianas espalhadas pelo mundo, o primeiro-ministro falou do seu pai, Orlando Costa, que saiu da Índia para permanecer em Portugal, "mas nunca esqueceu as suas raízes em Goa".

O governante disse que Portugal soube acolher elementos da diáspora indiana, os quais, na sua maioria, "têm sucesso nas áreas dos negócios, ou na liderança de câmaras municipais ou enquanto deputados da Assembleia da República".

O líder do executivo nacional salientou a existência de uma cultura de tolerância religiosa no país e dirigiu-se directamente aos representantes da diáspora indiana convidando-os a apostar em Portugal "para investir, estudar ou residir". "Posso assegurar-vos que Portugal é um país que receberá de braços abertos caso entendam ali investir, trabalhar ou viver. Portugal tem uma longa tradição de abertura ao investimento directo estrangeiro e o Governo português está em permanente acção para criar um melhor ambiente de negócios, colocando o investimento no centro da sua estratégia", defendeu o primeiro-ministro.

Na sua intervenção, o governante procurou também defender a tese de que "Portugal tem uma localização geográfica chave para acesso aos principais mercados mundiais", com "o mesmo fuso horário da Irlanda e Reino Unido e com Lisboa a possuir voos diretos para 121 cidades".

Costa deixou ainda mais uma mensagem à plateia: "Espero que esta dinâmica da diáspora indiana contribua para estreitar os laços entre Portugal e Índia, favorecendo o desenvolvimento das duas nações", declarou.
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