Sábado – Pense por si

A ainda Ponte sobre o Tejo em 1964, já com as torres icónicas, mas ainda sem a viga de rigidez
Bruno Faria Lopes

60 anos da Ponte 25 de Abril: a obra que mudou o país

Começou por ser Ponte sobre o Tejo, foi batizada contra a opinião de Salazar e rebatizada à revelia do poder pós-Abril. Salazar votou contra a construção (mas queria-a). Tem um cruzamento oculto com a guerra colonial. Ajudou a financiar a Vasco da Gama e terá um papel no novo aeroporto.

A lagartixa e o jacaré

O argumento da "modernidade"

Um dos efeitos dos últimos tempos foi o revelar com maior clareza a colagem do Chega ao regime da ditadura. Já se sabia, mas agora sabe-se melhor, com declarações explícitas como a da “revolução miserável” para o 25 de Abril. (...) Agora perdeu-se a vergonha face a Salazar e Caetano e isso traz mais fragilidade do que força

O PS de Mário Soares venceu as primeiras eleições legislativas em democracia
Francisco Máximo Gaié

A estreia em legislativas foi há 50 anos

A 25 de abril de 1976 entrava em vigor a nova Constituição e votavam 5 milhões e meio de portugueses. Soares derrotou Sá Carneiro e chegou a primeiro-ministro.

Os portugueses que não voltaram

Com a fuga de Angola, há 50 anos, muitos portugueses voltaram para cá. Mas também houve quem preferisse começar uma nova vida noutros países, do Canadá à Austrália. E ainda: conversa com o chef José Avillez; reportagem numa fábrica de oxigénio.

Muitos portugueses escaparam ao rótulo de "retornado", mas não ao sentimento de perda
Bruno Faria Lopes

"Retornados": histórias dos que não voltaram a Portugal

Milhares de portugueses que saíram de Angola e de Moçambique há 50 anos não vieram para Portugal ou apenas passaram pelo país. Muitos já tinham nascido em África. Houve quem voltasse mais tarde, mas vários continuam fora, onde se relançaram. Escaparam ao rótulo de "retornado", mas não ao sentimento de perda.

Putin quer mesmo todo o Donbass

Trump recuou a tempo de evitar nova humilhação em Budapeste. Mas Putin não cede e exige o inaceitável: que a Ucrânia retire da própria Ucrânia (o resto do Donbass). A culpa de não haver cessar-fogo é, por isso, totalmente de Moscovo. Enquanto isso, Zelensky faz o caminho certo: reforça aliança com os europeus, desenha futuras garantias de segurança, aposta nos ataques a refinarias na Rússia. A Ucrânia tem a razão, a coragem e a resiliência do seu lado.

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