Para as autárquicas, o Chega vai a jogo em todos os concelhos do País. De adoradores do "Deus Salazar" a detratores de brasileiros, estes são cabeças de lista do partido de Ventura.
Em Silves, o cartaz do Chega tem uma mensagem clara. “Silves tem de mudar.” Em destaque no outdoor, José Paulo Sousa é candidato pelo Chega – mas não é a primeira vez que se submete a sufrágio no concelho. Representou o PSD no concelho entre 1990 e 2006, primeiro como deputado municipal, depois como vice-presidente da Câmara Municipal de Silves, além de ter pertencido à Assembleia de Freguesia de São Bartolomeu de Messines. Contudo, um caso manchou o seu mandato de vereador: como responsável pelo pelouro financeiro, José Paulo Sousa foi acusado em 2011 pelo Ministério Público por abuso de poder. O caso remonta a 2004: de modo contornar a necessidade de concurso público, a Câmara Municipal de Sines fracionou contratos por ajustes diretos, no valor global de cinco milhões de euros, com uma só empresa, a Viga D’Ouro. Nesse ano, deixou a autarquia “por motivos pessoais”, como argumentou, e, meses depois, começou a prestar serviços para a Viga D’Ouro. “Efetivamente tive uma avença com a empresa. Como deve saber, sou advogado e trabalho maioritariamente com empresas”, confirmou à SÁBADO.
Candidatos autárquicos do Chega: salazaristas, templários, assessores e troca-tintas
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