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Huthis do Iémen confirmam ataque com mísseis contra sul de Israel

28 de março de 2026 às 09:16
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Dizem tratar-se da primeira fase de uma intervenção militar direta em apoio ao Irão e aos aliados no Médio Oriente.

Os rebeldes Huthis do Iémen anunciaram este sábado ter lançado uma salva de mísseis balísticos contra o sul de Israel, afirmando tratar-se da primeira fase de uma intervenção militar direta em apoio ao Irão e aos aliados no Médio Oriente.

Huthis do Iémen juntam-se ao Irão na guerra contra Israel
Huthis do Iémen juntam-se ao Irão na guerra contra Israel AP

Numa declaração transmitida pela televisão, o porta-voz do braço militar dos Huthis, Yahya Sarea, afirmou que os ataques foram lançados contra “alvos militares sensíveis” no sul de Israel e foram realizados em coordenação com o que designou como operações em curso do Irão e do Hezbollah no Líbano.

A declaração por parte dos Huthis, que até agora tinham limitado a sua resposta à guerra no Irão a ameaças, surge horas depois de as Forças de Defesa de Israel (FDI) informarem, esta madrugada, que detetaram um míssil lançado em direção ao seu território a partir do Iémen.

“Os sistemas de defesa aérea estão operacionais para intercetar a ameaça”, indicaram as FDI no seu canal do Telegram, antes de darem a ameaça por concluída.

O grupo rebelde justificou os ataques como uma resposta à ofensiva contínua dos EUA e de Israel contra o Irão e ao que descreveu como uma escalada de violência contra as fações aliadas no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinianos.

Sarea declarou que a operação “atingiu com sucesso os seus objetivos” e advertiu que haverá novos ataques.

“As nossas operações continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados (...) e até que cesse a agressão contra todas as frentes de resistência”, afirmou.

O porta-voz declarou na sexta-feira à noite, antes do ataque, que estas condições incluem “o estabelecimento de qualquer nova aliança com os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irão” e a “utilização do Mar Vermelho para realizar operações hostis” contra Teerão ou contra qualquer país muçulmano.

O ataque dos Huthis surge um mês depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques aéreos contra o Irão, bastião do “Eixo da Resistência” que inclui os Huthis, entre outros grupos armados do Médio Oriente.

A renovada campanha militar Huthi acarreta o risco de agravar o já volátil conflito regional.

A localização geográfica do grupo ao longo do Mar Vermelho, especialmente perto do estratégico estreito de Bab el-Mandeb, confere-lhe a capacidade de perturbar um dos corredores marítimos mais importantes do mundo.

Ataques anteriores contra navios que transitavam pela zona obrigaram as companhias marítimas a desviar as suas rotas para evitar o sul de África, o que sublinha as implicações económicas globais da escalada Huthi.

Durante a guerra em Gaza, os Huthis lançaram mais de 1.800 ataques contra Israel em apoio à Palestina, incluindo mísseis balísticos, de cruzeiro, hipersónicos, drones e barcos, de acordo com os números fornecidos pelos insurgentes iemenitas.

A maioria destes ataques é intercetada por Israel sem causar vítimas nem danos.

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