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"Eles simplesmente não estavam lá", afirmou o presidente norte-americano, referindo-se ao pedido de apoio militar que fez aos seus aliados para garantir acesso Estreito de Ormuz, que permaneceu sem resposta.
O Presidente dos Estados Unidos da América disse este sábado que o seu país poderá não ajudar a NATO em caso de necessidade, durante um fórum de negócios em Miami.
Donald Trump, presidente dos EUA Alex Brandon/ AP
"Eles simplesmente não estavam lá", afirmou Donald Trump, referindo-se ao pedido americano de apoio militar aos seus aliados para garantir o Estreito de Ormuz, que permaneceu sem resposta.
"Gastamos centenas de milhares de milhões de dólares por ano na NATO, centenas de milhares de milhões, para os proteger, e sempre teríamos estado lá para eles, mas agora, face às suas ações, suponho que já não precisamos estar, certo?", sublinhou.
Donald Trump afirmou que a Arábia Saudita e outros dos seus "aliados" no Médio Oriente, como o Kuwait, o Catar, o Barém e os Emirados Árabes Unidos (EAU), "fizeram mais" na guerra contra o Irão do que a NATO, organização com qual está "muito desapontado".
"Quero agradecer ao Reino da Arábia Saudita, tem ajudado muito. Ao contrário da NATO, a Arábia Saudita lutou, o Catar lutou, o Barém lutou e o Kuwait lutou, embora tenham abatido três dos nossos aviões", declarou o chefe de Estado norte-americano no fórum FII Priority, organizado por investidores sauditas em Miami.
Trump reiterou as suas críticas à NATO, à França, ao Reino Unido e à Alemanha por recusarem envolver-se ou demorarem a apoiar os Estados Unidos na guerra contra o Irão, que já dura há quatro semanas, pelo que avisou que ele não teria ajudado a Ucrânia na guerra contra a Rússia se tivesse sido presidente quando esta começou, em 2022.
O líder republicano indicou que este tipo de conflitos mostra "quem são os teus amigos".
No mesmo evento, o presidente dos EUA chamou "estreito de Trump" ao estreito de Ormuz, a área controlada pelo Irão por onde passa um quinto do petróleo global, e comparou isso com a mudança de nome do golfo do México para "golfo da América".
"Estamos a negociar agora [com o Irão] e seria ótimo se pudéssemos fazer algo, mas eles têm de o abrir. Têm de abrir o estreito de Trump, quero dizer, de Ormuz. Desculpem-me, lamento muito, que erro terrível", declarou o mandatário no FII Priority, organizado por investidores sauditas em Miami.
Trump brincou com a mudança de nome do estreito ao recordar que a sua abertura é uma das suas principais exigências após quase um mês de guerra com o Irão, que impediu o trânsito pela área, o que fez subir esta semana o petróleo Brent até 112,57 dólares por barril para entregas em maio, o valor mais alto desde junho de 2022.
"As 'fake news' [notícias falsas] dirão que ele [Trump] o disse acidentalmente. Não há acidentes comigo, não muitos", sublinhou o presidente.
O republicano comparou a mudança de nome do estreito ao que ordenou no início do seu segundo mandato para chamar ao Golfo do México 'Golfo da América', algo que aparece nos mapas dos Estados Unidos, apesar das críticas da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
"Demorou cerca de uma hora [a mudança] e ficou pronto. A presidente ligou-me. Ela também é mesmo uma boa pessoa. Gosto muito dela. Ele ligou-me. Ela tem a voz mais bonita. Ela é uma mulher muito elegante. Ela tem uma voz lindíssima", afirmou.
O presidente fez estas declarações ao insistir que Washington está a negociar com o Irão, apesar de o país persa negar que esteja oficialmente em conversações.
Trump anunciou na quinta-feira que, para dar espaço às negociações, adiou até 06 de abril o ultimato dado ao Irão para desbloquear o Estreito de Ormuz, caso contrário destruirá as suas centrais elétricas iranianas.
Momentos antes das suas declarações, o enviado especial de Trump no Médio Oriente, Steve Witkoff, assegurou que "há navios" a passar pelo estreito de Ormuz.
Mas a organização Marine Traffic indicou hoje que dois cargueiros chineses que se dirigiam para lá tiveram de dar meia-volta por não terem garantias de passagem por parte do Irão, apesar da sua aliança estratégica com a China.
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