Em causa está a movimentação de um atrelado relacionado a um caso de tráfico de droga.
A Procuradoria Geral da República abriu um inquérito sobre a suspeita de que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, terá cometido os crimes de abuso de poder e descaminho. A investigação está relacionada com os casos que têm vindo a público sobre a relação com o empreiteiro João Carvalho, durante o período em que Luís Neves era diretor nacional da Polícia Judiciária.
Ministro da Administração Interna, Luís NevesJosé Sena Goulão/Lusa
A notícia foi avançada pelo Expresso esta terça-feira. Fonte judicial adiantou ao semanário que foram encontrados pela PJ indícios de abuso de poder a propósito do atrelado encontrado na posse do empreiteiro amigo de Luís Neves.
O caso será entregue a um procurador-geral adjunto do Tribunal da Relação de Lisboa, já que a lei prevê essa obrigatoriedade quando um ministro está envolvido. Por agora, não há suspeita de que João Carvalho tenha furtado o atrelado.
O veículo apreendido da PJ, na sequência de um caso de tráfico de droga, deveria encontrar-se num terreno da Autoridade Marítima, onde a PJ costuma guardar lanchas e embarcações. Contudo, foi entretanto encontrado em Barcelos, na posse do empreiteiro, com milhares de litros de acetona que seriam usados para fabricar droga.
Segundo Luís Neves, citado pelo Diário de Notícias, o processo estaria todo “documentado”, mas essa versão foi desmentida pela PJ. A polícia diz só ter tomado conhecimento da deslocação do atrelado a 14 de julho e que foi instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias da movimentação.
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