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Portugal "comprou" voto para Vitorino na Organização das Migrações

Para que o representante de São Tomé e Príncipe pudesse votar em António Vitorino para diretor-geral da Organização Internacional das Migrações, o governo pagou a estadia e despesas do diplomata na Suíça. A irregularidade foi detetada pela inspeção do MNE.

Ao longo de mais de seis meses, o governo Português tinha mobilizado a máquina diplomática no apoio a António Vitorino para o cargo de diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM). Por isso, quando a 29 de junho de 2018 o antigo comissário europeu foi eleito, por aclamação, após quatro rondas de votações em que foi sempre o candidato mais votado, as reações de satisfação não se fizeram esperar.

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