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Porto vai ter uma nova via de cintura externa entre a VCI e a CREP/A41

Lusa 17:07
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O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, acredita que esta solução vai "libertar muito do trânsito" da VCI, anunciando ainda um túnel entre a Ponte da Arrábida e a Avenida AEP para aliviar o Nó de Francos.

O Porto vai ter uma nova via de cintura externa que será uma "ligação intermédia" entre a Via de Cintura Interna (VCI) e a Circular Regional Exterior do Porto (CREP/A41), foi conhecido esta terça-feira.

Nova ligação promete libertar trânsito da VCI
Nova ligação promete libertar trânsito da VCI Eduardo Martins/Correio da Manhã

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que afirmou que esta via será "uma alternativa à VCI, que possa fazer o trânsito entre o Sul e o Norte relativamente à travessia da cidade do Porto".

"Se perspetivarmos esta intervenção à luz também da resolução do nó de ligação de Francos na VCI, poderemos estar na presença da maior transformação de trânsito, de capacidade de escoamento do Porto, da Área Metropolitana, mas da cidade em particular", acrescentou o primeiro-ministro, após uma reunião de cerca de duas horas com os presidentes das câmaras do Porto e de Lisboa, Pedro Duarte e Carlos Moedas, respetivamente.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou acreditar que esta solução vai "libertar muito do trânsito" da VCI e que anunciou ter uma solução para aquele que não for libertado com esta nova via, nomeadamente "um túnel que, depois da Ponte da Arrábida irá desembocar na Avenida AEP". "No fundo, resolveremos aquele problema, aquele nó górdio, que é o Nó de Francos, que, é considerado por muitos o caso mais complexo do país, do ponto de vista do congestionamento de trânsito atualmente", acrescentou.

Ainda no âmbito da mobilidade no Porto, Luís Montenegro afirmou ainda estar a ser trabalhada uma "rede complementar à rede de metro, de transporte urbano, sustentável", que seja capaz de "incorporar soluções economicamente viáveis e, naturalmente, socialmente compatíveis com o desejo de todos serem beneficiados no território por transportes públicos de qualidade, amigos do ambiente, que possam projetar maior mobilidade", mas sem avançar com mais pormenores.

Já Pedro Duarte concretizou que o Porto tem abertura e disponibilidade por parte do Governo para "ter transporte público em zonas onde hoje ela não acontece", como "na zona mais ocidental, aquilo que antigamente era conhecido como a linha de Campo Alegre, e também numa ligação entre o centro da cidade e o polo universitário da Asprela".

Referindo-se ao encontro com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), o primeiro-ministro disse ainda que foram abordados os projetos do novo aeroporto e da terceira travessia do Tejo, entre Algés (distrito de Lisboa) e Trafaria (distrito de Setúbal), que Luís Montenegro considera "estruturantes para a mobilidade na cidade de Lisboa e na Área Metropolitana de Lisboa".

Segundo o governante, Carlos Moedas defendeu a necessidade de haver uma maior regulamentação da atividade do transporte TVDE e um "cuidado especial" com o transporte turístico, nomeadamente uma "regulação dos tuk-tuk". O presidente da Câmara de Lisboa defendeu ainda que tem de se "encontrar em ambas as cidades uma maior segurança para transporte de utilização universal, como por exemplo as trotinetes", acrescentou.

"Tem sido de facto uma preocupação crescente a articulação entre os benefícios que estes transportes proporcionam com o seu enquadramento no normal funcionamento e o fluxo do transito rodoviário e pedonal, com especial enfoque para o reforço das normas de segurança, quer dos utilizadores das trotinetes quer das pessoa que transitam na via pública, quer mesmo do fluxo rodoviário", frisou o primeiro-ministro. Nesse sentido, Luís Montenegro sublinhou que o Governo tem "sensibilidade para acolher algumas normas que sejam suscetíveis de aprofundar a regulação deste setor".

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