Sábado – Pense por si

Miriam Assor
Miriam Assor
11 de maio de 2026 às 07:57

Rapper da Vergonha

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Edição de 5 a 11 de maio

O cantor diz o que dizem acéfalos, depois pede desculpas, volta a dizer o mesmo estrume, e continua a produzir conteúdos que envergonham a civilização. Declarou-se nazi, Hitler é, para o asno, o maior, as consequências dos seus gostos é conhecida: foi corrido do YouTube, Spotify, redes sociais, a Adidas cortou contrato.

O cantor pode dizer o que a moleira vazia dita-lhe para a boca. A autoridade é quem deve pôr o cantor em sentido ou no calabouço. Às instituições cabe-lhes a responsabilidade de terem vergonha na cara e saber que cantor que cante Heil Hitler não cabe em palco nenhum. Convidam o cantor para cantar e o cantor vem. Ai, não. Pagam-lhe para vir. Ui. O cantor até estranha. Concertos cancelados na Polónia, França, Suíça, Itália, Reino Unido,Austrália, Eslováquia, e Portugal, no Algarve, ex Allgarve, quer o cantor no microfone, e o cantor esfrega as manápulas, ainda com alguma desconfiança. Muitos  não o querem e o burgo algarvio abre-lhe a maçaneta.

Kanye West aka Ye lançou uma música intitulada "Heil Hitler" em Maio passado, pautada pela exaltação de Adolf Hitler e à apologia ao nazismo, lançada para menosprezar o 80 aniversário da derrota da Alemanha hitleriana. Não fez mossa. É como se tivesse editado o hino dos EUA em beat. Nada. Que venha. O cantor canta bem, o resto - que é tudo- não importa, não lhes importa. A promotora A Raya Culture, liderada pelo CEO e cofundador Torcato Jorge, traz o cantor, em parceria com a Bilheteira Online (BOL,) que promove e vende bilhetes para o espectáculo de uma criatura que exprime admiração por Hitler e na sua língua aftosa moram declarações antissemitas.

O cantor diz o que dizem acéfalos, depois pede desculpas, volta a dizer o mesmo estrume, e continua a produzir conteúdos que envergonham a civilização. Declarou-se nazi, Hitler é, para o asno, o maior, as consequências dos seus gostos é conhecida: foi corrido do YouTube, Spotify, redes sociais, a Adidas cortou contrato. Começou o ano 2026 com uma carta publicada no Wall Street Journal onde, além das apologies,excuses, e sorries pela dita canibalescos, revela que afinal, não é nazi, ou já não é nazi, e gosta de judeus, imagine-se, gosta de judeus, e judias,ena, e o que dissera antes justifica-se com problemas de saúde mental, incluindo transtorno bipolar. É maluco. É, é. O cantor está com a cabeça em dia. Percebeu que o vomito de antissemitismo rouba-lhe clientes, deixa de encher-lhe a conta bancária e esvazio-o de dívidas.

Maluco é considerar normal que seja utilizado um Estádio propriedade de Municípios portugueses (de Faro e Louléj), gerido pela Associação de Municípios Faro-Loulé, por conseguinte o estádio Algarve pertence ao estado. Portugal, apesar dos defeitos, não é um estado à moda do rei Sol. Aceitar, apoiar, dar palmadinhas a um antissemita mergulha Portugal no quadro de desonra. Há gente pouca e pequena que não se toca com o tema. As ofensas passam-lhes ao lado. Eles, nós, judeus que se amanhem, uma das frases vivas na caixa dos comentários dos jornais. Esses letrados da sopa que se amanhem como peixes sem guelras no mar seco. 

Para sacudir aguinha do capote, todos os que abraçam comercialmente a vida de Kanye West agarraram-se ,como um bulldog a um osso,  ao facto de o cantor não estar identificado pelo SIS. O cantor não representa ameaça nacional. O cantor não é terrorista. O telegrama pesa menos do que a balança, senhores, é outra matéria. Existem por este mundo fora resma de antissemitas que não põem bombas. Que não constam no índex. Aqui, o que conta, é o que um animal com óculos , e coitados dos animais,  propaga em forma de atentado.

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