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Porta aberta à extradição de jihadista para Portugal

Nuno Tiago Pinto
Nuno Tiago Pinto 02 de julho de 2020 às 07:00

Nero Saraiva foi transferido de uma prisão das forças curdas, na Síria, para o Iraque. Com um mandado de captura internacional ativo, poderá ser extraditado para Portugal a qualquer momento, se as autoridades iraquianas o entenderem. O jihadista já pediu o repatriamento: no Iraque enfrenta a pena de morte

A informação chegou a Portugal há alguns meses e foi mantida em absoluto segredo: o jihadista português Nero Saraiva, detido há mais de um ano pelas forças curdas, no Nordeste da Síria, foi transferido para uma prisão no Iraque onde tem sido interrogado pelas forças da coligação internacional contra o Estado Islâmico (EI). Nero Saraiva é também alvo de interesse por parte das autoridades iraquianas por eventuais crimes de guerra que possa ter cometido no Iraque. No entanto, a sua transferência para um Estado reconhecido internacionalmente coloca, pela primeira vez desde a sua detenção, as autoridades portuguesas na expectativa de terem de repatriar um perigoso terrorista: com um mandado de captura internacional ativo desde dezembro de 2014, basta à justiça iraquiana decidir cumpri-lo para Nero Saraiva ser enviado imediatamente para Portugal.

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