Padeiro vítima da falência do BES avança com queixa no Tribunal Europeu

Leonor Riso , Carlos Rodrigues Lima 29 de novembro de 2021

Silvestre Lourenço perdeu €100 mil com a falência do banco e está envolvido no megaprocesso atualmente parado. A "previsão de uma astróloga de Torres Vedras é que o julgamento só começa em 2030", diz advogado.


Em 2014, a falência do Banco Espírito Santo (BES) custou €100 mil ao padeiro Silvestre Lourenço. Desde então, nunca mais viu o valor investido em papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES), subscrito aos balcões do BES. A perda levou-o a apresentar queixa junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) em 2021. "Face ao tempo de vida que resta ao assistente [que tem quase 62 anos] só lhe resta confiar em que os senhores juízes de Estrasburgo apreciem o caso em tempo útil pois em Portugal tudo se tornou inútil", lamenta o advogado Vítor Carreto no documento enviado esta segunda-feira, 29, ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), para ser acrescentado aos autos do caso BES.

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