O pânico do poder
Não é uma questão de “ordem pública”. O Estado “implacável” tem um medo de morte da contestação social.
Não é uma questão de “ordem pública”. O Estado “implacável” tem um medo de morte da contestação social.
Os quase cinco anos que já esteve privado de liberdade serão descontados na pena.
Trabalhou no BES, na PT e na EDP, empresas com que o pai tinha boas relações. Estudou nos Salesianos do Estoril e na Católica, mas nunca se interessou pela política. E saltou para a ribalta com o caso das gémeas luso-brasileiras que assombra o mandato presidencial do pai.
Ex-primeiro-ministro voltou ainda a falar sobre o facto de o ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES) Ricardo Salgado continuar em julgamento mesmo depois do diagnóstico da doença de Alzheimer.
O populismo só nos oferece isto: uma escolha entre diferentes variantes de aldrabões.
O Dona Isilda é o segundo restaurante de uma família que há 30 anos fez de uma antiga adega um dos primeiros buffets de cozinha portuguesa do País. Pelas suas mesas passam banqueiros, músicos e ilustres da zona como Berardo e Herman José.
A compra das fragatas e a aquisição dos 13,7 por cento da REN são um passo em frente na política do facto consumado
A herdade do clã tornou-se o salão de visitas das elites. Até o Presidente Américo Tomás participou nas caçadas que ali se realizavam duas vezes por ano. As praias eram ignoradas, mas, na década de 90, começaram a surgir os primeiros forasteiros de sangue azul.
O ex-banqueiro e oito outros arguidos foram absolvidos esta segunda-feira.
Tribunal considera que não há provas suficientes para a condenação.
A exposição mediática das atribulações do caso que tem como principal arguido o ex-primeiro-ministro já motivou uma primeira reforma das leis processuais penais - e vêm mais mudanças a caminho.
Varela de Matos diz que já viu "muitos filmes" para concluir que "num processo desta relevância, justifica-se uma nova perícia feita por especialistas estrangeiros.
Há 100 anos, Portugal não sabia punir os poderosos. Continua a não saber.
Juiza considerou que o antigo banqueiro não consegue compreender a condenação.
Em causa estão comentários feitos no Facebook pelo juiz desembargador Carlos Alexandre em publicações de notícias sobre casos mediáticos.
Procuradores defendeu que o banqueiro fosse condenado a um cúmulo jurídico de entre 10 e 11 anos de prisão, mas com cumprimento da pena suspenso devido à doença de Alzheimer.