Os contratos que tramam Luís Filipe Vieira

A SÁBADO revela os três contratos que estão a ser investigados na operação Cartão Vermelho, por suspeitas de terem sido manobras para fazer chegar dinheiro ao presidente do Benfica. Documentos foram assinados por Vieira e Domingos Soares Oliveira.

No dia 4 de março de 2014, Paulo Alves, controller financeiro da Benfica SAD, enviou um email ao assessor do conselho de administração, Paulo Gonçalves, com uma dúvida em relação ao jogador Derlis Galeano: "Estive a analisar os contratos em análise e, em resumo, a Benfica SAD alienou 100% dos direitos económicos à Master International FZC por um valor de 1,2M€ e, posteriormente, transferiu os direitos federativos a título definitivo para o Club Olimpia sem receber qualquer verba, que teria de ser entregue à referida entidade. Contudo, este facto não tem qualquer implicações para a Benfica SAD, uma vez que a transferência dos direitos foi efetuada por instruções da Master International FZC, correto?"

A dúvida, acompanhada de vários documentos, tinha a ver com uma sucessão de contratos à volta do jogador que, no final, acabaria por ser vendido ao Basileia da Suíça por três milhões de euros. Deste valor, o Benfica não terá visto um cêntimo, porque todo o dinheiro terá sido transferido para uma conta da tal sociedade Master International ligada a Bruno Macedo, um dos detidos na operação "Cartão Vermelho", e a Isidoro Gimenez, agente de jogadores uruguaio.

Segundo o Ministério Público, Luís Filipe Vieira e o empresário Bruno Macedo utilizaram esta ligação entre a sociedade "Master International", sediada no Dubai, e o Benfica para "mobilizar fundos" no interesse pessoal do presidente dos encarnados. O caso de Derlis Galeano é um dos que está em investigação.

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