O fim da linha para João Rendeiro

Do camarote no estádio do Chelsea, em Londres, o antigo banqueiro dos ricos passou para uma prisão sul-africana. A SÁBADO revela todos os offshores do antigo banqueiro e as suas tentativas para entrar em Moçambique e no Zimbawe

Foi com um golo de Romelu Lukaku que o Chelsea derrotou, a 14 de setembro, o Zenit de São Petersburgo. A Polícia Judiciária (PJ) não sabe se, nesse dia, João Rendeiro estava no estádio de Stamford Bridge, em Londres, onde tinha um camarote e costumava assistir aos jogos da Liga dos Campeões. Mas sabe que foi esse o dia escolhido pelo antigo banqueiro para iniciar a sua fuga à justiça portuguesa, saindo de Inglaterra com destino à África do Sul, onde agora vai enfrentar um processo de extradição para Portugal – seria surpreendido pela polícia local no quarto do Forest Manor Boutique Guesthouse, um hotel na cidade de Durban.

Apesar de se sentir seguro, e ainda que com algumas cautelas quanto aos movimentos, como referiu o diretor nacional da PJ, Luís Neves, João Rendeiro procurou estabelecer uma base na África do Sul, candidatando-se a uma autorização de residência com a promessa de um avultado investimento imobiliário, uma espécie de “visto gold” sul-africano. Para isso, deu como morada o também luxuoso Sandton Sun Hotel, a 15 quilómetros de Joanesburgo. A investigação portuguesa suspeita que Rendeiro terá tido apoio no terreno para se instalar. “Ou um amigo ou um antigo cliente do BPP”, referiu à SÁBADO uma fonte que acompanhou a investigação.

Já em 2015, depois de um tribunal ter recusado aplicar uma caução de 2 milhões de euros a Rendeiro, os assistentes do processo (antigos clientes) invocaram, em recurso, o perigo de fuga do ex-banqueiro para pedir a alteração da decisão, referindo que Rendeiro viajava frequentemente para a Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Brasil e… África do Sul.

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