MP diz que Vieira usou dinheiro do Benfica para abater passivo das suas empresas

Investigação identificou um alegado circuito de retirada de verbas da SAD através de elevadas comissões ao empresário Bruno Macedo. Posteriormente, o dinheiro acabaria na esfera de Luís Filipe Vieira.

O Ministério Público (MP) garante ter identificado um esquema de desvio de dinheiro da Benfica SAD, através de elevadas comissões que terão sido pagas ao empresário Bruno Macedo, para pagamento de dívidas do presidente do clube, Luís Filipe Vieira. Segundo o mandado de busca emitido pelo juiz Carlos Alexandre, a investigação identificou "esquemas de fraude montados em proveito de Luís Filipe Vieira e dos Grupos de empresas sob o seu controlo de facto à custa de prejuízo de interesses do SLB, do ex-Grupo Espírito Santo e atual Novo Banco e ainda Estado português, em sede de arrecadação de impostos em sede de financiamento público ao Fundo de Resolução e ao mecanismo de acordo de capital contingente"

Os fundos com origem na SL Benfica, continuou o juiz a detalhar, "vieram a ser mobilizados, entre 2016 e 2017, para contas da Promotav e Votion, montante esse que foi utilizado para amortização de financiamentos concedidos por instituições bancárias à Promotav, OnlyProperties e Cofibrás, todas sociedade do grupo empresarial de Luís Filipe Vieira".

O presidente do Benfica foi, esta quarta-feira, detido por suspeitas de burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Além de Vieira, houve mais três detenções, refere o Correio da Manhã. Para já a indicação é que foram detidos o filho de Luís Filipe Vieira, Tiago Vieira, José António dos Santos e o empresário de futebol Bruno Macedo.

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