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Moedas pede abertura de inquérito interno ao caso das luzes de Natal

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Em causa estão suspeitas de benefício da maior empresa de luzes de Natal do País por parte de vários municípios.

A Câmara Municipal de Lisboa informou esta quinta-feira, num despacho assinado pelo autarca Carlos Moedas que ordenou a "abertura de um inquérito" interno na sequência da Operação Lúmen que investiga suspeitas os crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de luzes de Natal. Dez municípios, incluindo Lisboa, foram alvo de buscas.

Carlos Moedas pede abertura de inquérito ao caso das luzes de Natal
Carlos Moedas pede abertura de inquérito ao caso das luzes de Natal MIGUEL A. LOPES/LUSA_EPA

A PJ realizou na terça-feira na secretaria-geral da Câmara de Lisboa e em outras autarquias por suspeitas de corrupção na contratação de empresas de luzes de Natal: suspeita-se que a maior empresa de luzes do País enquanto o dinheiro saía dos cofres da autarquia.

Nessa sequência, a PJ deteve pelo menos quatro pessoas: entre estas encontrava-se Alberto Laplaine Guimarães, militante do CDS responsável pela organização de eventos, detalha a SIC. Anteriormente, a PJ já havia esclarecido que um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de uma associação privada e um funcionário público haviam sido detidos.

No âmbito desta operação foram ainda efetuadas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias em várias zonas do País, assim como em entidades e empresas públicas e privadas. As Câmaras de Lisboa, Tavira, Lamego e Maia estavam entre os alvos.

O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, é um dos detidos na operação "Lúmen", bem como a presidente da UACS, Carla Salsinha, e ainda um administrador e um funcionário da empresa Castros Iluminações Festivas, que também foi alvo de buscas.

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