Entre os detidos encontram-se 15 agentes da PSP, um deles chefe, e um segurança de discoteca.
Dezasseis pessoas foram detidas esta terça-feira por alegado envolvimento no caso de tortura na esquadra da PSP do Rato. O ministro da Administração Interna avançou esta terça-feira que estão em curso novas diligências na investigação do caso.
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Segundo o CM entre os detidos encontram-se 15 agentes da PSP, um deles chefe, e um segurança de discoteca. Esta é já a terceira vaga de detenções do processo e até ao final do dia pode haver mais.
Luís Neves referiu, nas comemorações do 18º aniversário da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP, em Belas, que todos os polícias detidos exercem atualmente funções e “de alguma forma poderão ter interagido com o comportamento desviante” ocorrido entre 2024 e 2025. Ainda assim o ministro da Administração Interna reforçou que “os comportamentos desviantes não são a prática habitual” na força policial.
Esta é a terceira operação policial desde julho de 2025 relacionada com alegações de tortura e violação de pessoas detidas na esquadra do Rato, por parte de polícias. A maior parte das vítimas eram toxicodependentes, estrangeiros e sem-abrigo.
Os dois primeiros agentes a serem detidos vão ser julgados por crimes de tortura, violação e abuso de poder, determinou a 27 de abrir deste ano o Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. Outros sete polícias foram detidos em março de 2026 e estão a aguardar em prisão preventiva o desfecho da investigação que pode, ou não, culminar numa acusação do Ministério Público pelos mesmos crimes.
O mesmo caso deu origem a nove processos disciplinares e um processo de inquérito, este último sobre os polícias que assistiram aos vídeos das agressões partilhados num grupo do WhatsApp, avançou anteriormente o inspetor-geral da Administração Interna, Pedro Figueiredo.
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