Sábado – Pense por si

Grupo extremista 1143 falava em sequestrar jornalistas e bater em ciganos

Planos foram frustrados pela operação da PJ, que deteve 37 elementos do grupo.

Elementos do grupo extremista 1143, liderado por Mário Machado, falavam em sequestrar jornalistas e ciganos, segundo revela este domingo o JN. 

Grupo extremista era liderado por Mário Machado a partir da cadeia
Grupo extremista era liderado por Mário Machado a partir da cadeia Nuno Alfarrobinha

A ideia, de acordo com a investigação, seria raptar e filmar ciganos a serem espancados, de modo a intimidar os restantes. Nas escutas realizadas a vários membros do grupo foram ainda detetadas conversas sobre notícias negativas que vieram a público visando o 1143, tendo sido numa delas debatida a possibilidade de sequestrarem jornalistas, de modo a estancar o fluxo noticioso incómodo.

Os planos foram frustrados pela Polícia Judiciária, que deteve 37 membros do grupo 1143. Cinco deles ficaram em prisão preventiva e os restantes 32 arguidos foram libertados, com 29 deles a serem obrigados a apresentar-se semanalmente na esquadra. Os outros três ficaram com termo de identidade e residência, segundo indicou no sábado o tribunal em comunicado

As autoridades acreditam que Mário Machado comandava as operações a partir da prisão de Alcoentre e, segundo revelou o Correio da Manhã esta semana, o líder preparava aquele que seria o maior ataque à comunidade islâmica alguma vez visto em Portugal.

O grupo tem fortes ligações ao Chega e. Tratam-se de Rui Roque, líder do núcleo de Faro do 1143, que num congresso do partido, em 2020, apresentou uma moção para retirar os ovários às mulheres que abortam; João Peixoto Branco, ex-membro da concelhia de Guimarães do Chega, tendo sido candidato à Junta de Freguesia de Selho São Lourenço e Gominhães, em 2021; e Rita Castro, segunda na lista do partido à câmara de Guimarães nas autárquicas de 2021.  

Artigos Relacionados