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Espiões com salários do século passado

Os Serviços de Informações não conseguirão reter os funcionários mais talentosos se os salários dos "espiões" - que remontam à década de 1980 - não forem atualizados, diz o Conselho de Fiscalização.

Os Serviços de Informações correm o risco de não conseguir reter os funcionários mais talentosos caso não haja uma atualização urgente dos salários dos "espiões" portugueses. Essa foi uma das conclusões a que chegou o Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) que fez questão de a refletir no seu relatório anual de atividades relativo a 2022. "O interesse nacional impõe que estas carreiras se tornem mais atrativas, incluindo no plano remuneratório, sob pena de comprometer, a prazo, a coesão e dedicação dos seus recursos humanos, condições essenciais à continuação do cumprimento eficaz e competente da sua essencial missão", escreveram Constança Urbano de Sousa, Mário Belo Morgado e Joaquim Ponte, os três membros do CFSIRP, no relatório de atividades relativo a 2022, a que a SÁBADO teve acesso.

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