Eleições europeias são "muito exigentes", diz Jerónimo de Sousa

Lusa 13 de abril de 2019
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Secretário-geral do PCP pediu o reforço dos votos nos eleitos da CDU, considerando as próximas eleições para o Parlamento Europeu "muito exigentes" e "um enorme desafio".

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, pediu na sexta-feira o reforço dos votos nos eleitos da CDU, considerando as próximas eleições para o Parlamento Europeu "muito exigentes" e "um enorme desafio".

"São tanto ou mais exigentes quando sabemos que em torno delas e para além delas se estão a conjugar elementos que podem determinar o curso do país por largos anos", disse Jerónimo de Sousa referindo-se aos outros atos eleitorais previstos para 2019.

O líder comunista, que falava na sexta-feira à noite num jantar-comício com apoiantes da CDU, em Grândola, no distrito de Setúbal, adiantou que para a "primeira batalha eleitoral" vai ser necessário "a disponibilidade" e "contributo de todos os eleitos da CDU".

"Estamos a pouco mais de um mês desta primeira batalha das eleições europeias e, por ser a primeira, a eleição de deputados para o Parlamento Europeu assume uma particular importância porque precisamos de tudo fazer para que este seja o início de um caminho de conquista e avanço da CDU", adiantou.

"O que está verdadeiramente em opção é saber se vamos ter no Parlamento Europeu deputados que defendem o interesse dos trabalhadores e do povo, como os da CDU, ou se vamos ter deputados que aceitam submeter o país às imposições da União Europeia como fizeram no passado e o farão no futuro os deputados do PS, PSD e CDS", frisou.

Jerónimo de Sousa criticou a "união" e a "submissão" dos restantes partidos na União Europeia, defendendo "uma soberania nacional como elemento fundamental de uma alternativa progressista" e manifestando-se contra "o domínio económico e político" que submete o país "aos ditames dos grandes interesses e das grandes potencias".

"Os candidatos do PS, PSD e CDS bem se esforçam e tudo aproveitam para mostrar as suas diferenças, mas a vida mostra o contrário. E o que se continua a ver é que estão unidos pela igual aceitação do colete de forças do Tratado Orçamental que aprovarem e os seus governos sempre executaram, sabendo quanto significou de atrasos para o país essa sua opção", acrescentou

Para o secretário-geral do PCP, o que importa "é ter na União Europeia deputados da CDU que defendam o interesse do povo e do país" e não quem "assume um papel de submissão, com consequências muito negativas para o país, por parte do PS, PSD e CDS".

Referindo-se ao estudo encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, publicado em diversos órgãos de comunicação social, no qual se propõe o aumento da idade da reforma para os 69 anos em 2025, Jerónimo de Sousa considerou tratar-se de mais um ataque ao sistema da Segurança Social.

"Querem naturalmente o bife do lombo retirando as reformas mais elevadas, os maiores contribuintes da Segurança Social. No fundo ficaria uma Segurança Social para os pobrezinhos, com todas as consequências para as gerações futuras", referiu.
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