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O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou esta sexta-feira que as críticas de Luís Marques Mendes demonstram preocupação por a sua candidatura estar a crescer e a dele a enfraquecer.

Cotrim de Figueiredo, candidato às eleições Presidenciais
Cotrim de Figueiredo, candidato às eleições Presidenciais DR

"Demonstra alguma preocupação, que eu compreendo, porque, de facto, a minha candidatura está a ir em crescendo e a de Marques Mendes não está", afirmou o também eurodeputado, no final de uma visita à fábrica Nelo Kayaks em Vila do Conde, no distrito do Porto.

Na quinta-feira, Marques Mendes criticou propostas de Cotrim de Figueiredo por falta de "consciência social" referindo-se, em concreto, à privatização da Caixa Geral de Depósitos - que considerou "uma loucura em momento de crise" - ou uma taxa única de IRS.

"Quando há alguém que repete à exaustão que o Presidente da República não tem funções executivas e escolhe para criticar medidas que eu defendi enquanto estava em funções que eram, de facto, executivas, mostra que já não há mais nada a criticar", apontou.

Além das críticas de Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, Cotrim Figueiredo, questionado sobre o facto do ex-primeiro-ministro do PSD Pedro Passos Coelho ainda não ter manifestado publicamente apoio a um dos candidatos na corrida a Belém, considerou que a "ausência de apoio de alguém que foi presidente do PSD é em si própria uma manifestação de vontade".

"Eu entendo os motivos pelos quais seja mais conveniente a Pedro Passos Coelho não se pronunciar nesta altura e, repito, a não pronuncia é ela própria uma tomada de posição", insistiu.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal entende que alguém que não se considera totalmente fora da vida política ativa não queira, nestas eleições presidenciais, tomar uma posição clara.

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Assumindo, uma vez mais, que gostaria de ter o apoio público de Passos Coelho, embora não tenha esperança que isso aconteça, Cotrim Figueiredo duvida, no entanto, que esse apoio, por si só, garantisse a sua passagem à segunda volta.

"Não sei, eu não sou grande adepto de endossos e apoios serem decisivos ou determinantes. Todos juntos talvez, um único só, não", assinalou.

Durante a visita à fábrica, guiado pelo proprietário Manuel Ramos, antigo atleta de canoagem, onde este dizia ter 180 trabalhadores, Cotrim Figueiredo, que na quinta-feira visitou uma fábrica de velas, referiu-se a esta como mais um exemplo de sucesso no país.

"É mais um exemplo de um sucesso que não nasceu de uma vantagem, de um privilégio especial à nascença, mas da cabeça de um homem que, como atleta, viu necessidade de desenhar os seus próprios barcos", concluiu.

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